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O peso das big techs no mercado cambial

Também no Breakfast: Como a China dominou o mercado global de baterias | Trade de opções em alta silencia indicador de medo de Wall St | O primeiro brasileiro que se tornou bilionário com a inteligência artificial

Tempo de leitura: 4 minutos

Bloomberg Línea — Este é o Breakfast - o seu primeiro gole de notícias. Uma seleção da Bloomberg Línea com os temas de destaque no mundo dos negócios e das finanças. Bom dia e ótima leitura!

O risco de escalada do conflito entre Israel e Hamas para uma guerra que envolva outros países do Oriente Médio deve se refletir em um aumento da volatilidade nos mercados globais nesta semana.

Neste sentido, um mercado em particular está ainda mais requisitado por empresas que desejam se proteger destas flutuações exacerbadas: o de operações cambiais. As big techs e outras empresas de peso alocam bilhões em derivativos de câmbio, muito além de fundos hedge focados em moedas.

Para capturar sinais do rumo do mercado cambial, que movimenta US$ 7,5 trilhões por dia, basta olhar para o balanço da Apple. A empresa mais valiosa do mundo tem US$135 bilhões em derivativos de câmbio. A Alphabet, holding do Google, tem outros US$ 60 bilhões nesses contratos. Para colocar estes números em perspectiva, os fundos de hedge globais focados em câmbio gerenciam “apenas” US$ 78 bilhões.

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A escala dos números captura a enorme mudança que ocorreu no mercado nos últimos anos. Hoje em dia, os bancos de Wall Street pedem cada vez mais a seus operadores de câmbio que atendam às maiores empresas do planeta em sua busca por taxas mais estáveis e recorrentes. E de olho em margens maiores.

Leia mais: Apple ganha peso e simboliza mudança de perfil em mercado de câmbio global

Gigantes corporativos dominam o mercado de câmbio global enquanto fundos hedge perdem terreno

No Radar

Vários elementos estarão no radar esta semana. Os investidores acompanham os esforços dos Estados Unidos e de seus aliados para evitar uma nova escalada do conflito entre Israel e Hamas. Também estarão atentos à safra de balanços do terceiro trimestre, muitos acompanhados de previsões para o ano que vem. Para completar, vários indicadores macroeconômicos ajudarão a compor o cenário.

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⚠️ Atentos ao conflito. A continuidade da busca por ativos “refúgio” seguros vai depender, sobretudo, do envolvimento ou não do Irã e da Síria no ataque a Israel. Nesta manhã de segunda-feira, os mercados financeiros tentavam se estabilizar frente à corrida por segurança da semana passada. A tentativa das autoridades dos EUA de conter o conflito com algumas nações do Oriente Médio - incluindo conversas de bastidores com o Irã - abria espaço para uma queda do petróleo.

🇨🇳 Ventos contrários. Os EUA vão endurecer as restrições ao acesso da China à tecnologia avançada de chips, segundo fontes da Bloomberg, para impedir que seu rival geopolítico obtenha tecnologias de ponta que poderiam lhe dar uma vantagem militar. Além disso, o Banco Popular da China injetou 289 bilhões de yuans (US$ 39,6 bilhões) por meio de uma linha de crédito de médio prazo e manteve a taxa de juros em 2,5%. Tudo isso em meio a preocupações ainda acesas com o setor imobiliário.

🛒 Negócio fechado. O varejista francês Casino Guichard-Perrachon, que no Brasil controla o Grupo Pão de Açúcar, receberá do Grupo Calleja US$ 556 milhões pela venda de fatia na rede colombiana Almacenes Éxito, que pertence ao GPA. Serão US$ 400 milhões por sua participação acionária direta e US$ 156 milhões embolsados pelo GPA.

🔎 Em busca de pistas. Além da agenda semanal carregada de indicadores macroeconômicos, os traders terão olhos e ouvidos voltados com máxima atenção a autoridades do Federal Reserve (Fed). Se amplificou um discurso mais brando sobre a necessidade de aplicar novos aumentos de juros para segurar a inflação.

Estes são os eventos que movem os mercados hoje

Os mercados esta manhã

🟢 As bolsas na sexta-feira (13/10): Dow Jones Industrials (+0,12%), S&P 500 (-0,50%), Nasdaq Composite (-1,23%), Stoxx 600 (-0,98%), Ibovespa (-1,11%)

O conflito entre Israel e o Hamas pesou sobre o ânimo dos investidores, que temem que uma escalada culmine em um confronto direto com o Irã, um fornecedor de armas e dinheiro para o grupo classificado como terrorista pela Europa e pelos EUA. O preço do barril de petróleo tipo Brent subiu 5,7%, para US$90, o que poderia afetar a inflação mundial e manter elevados os juros das principais economias mundiais.

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Agenda

Esta é a agenda prevista para hoje:

Feriado: Argentina

EUA: Índice Empire State de Atividade Industrial/Out)

Europa: Zona do Euro (Balança Comercial/Ago); Alemanha (Índice de Preços por Atacado/Set); Itália (IPC/Set)

Ásia: China (Investimento Estrangeiro Direto)

América Latina: Brasil (Boletim Focus BCB)

Bancos centrais: Pronunciamentos de Sam Woods (BoE) e Patrick Harker (Fed). Atas da Reunião de Política Monetária do Banco Central da Austrália

Balanços: Rio Tinto, Charles Schwab

🗓️ Os eventos de destaque na semana →

Destaques da Bloomberg Línea:

Como a China dominou o mercado global de baterias e deixou o mundo para trás

Trade de opções em alta está silenciando o famoso indicador de medo de Wall Street

Quem é o primeiro empreendedor bilionário brasileiro da inteligência artificial

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