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Argentina: crise que atravessa governos

Também no Breakfast: WeWork global coloca sua operação em xeque | O alerta da JGP, de André Jakurski, sobre o rali de ativos no Brasil | A retomada do crédito na visão do CEO do Itaú

Tempo de leitura: 3 minutos

Bloomberg Línea — Este é o Breakfast - o seu primeiro gole de notícias. Uma seleção da Bloomberg Línea com os temas de destaque no mundo dos negócios e das finanças. Bom dia e ótima leitura!

Com uma inflação de 116% ao ano, a Argentina é um país que parece fora de controle. A pergunta diante das eleições presidenciais primárias - uma espécie de primeiro turno - neste fim de semana é quem, se é que há alguém, pode evitar o colapso e tirar o país de uma crise que atravessa governos.

Para milhões de eleitores, a vida cotidiana se tornou uma luta exaustiva para acompanhar os aumentos desenfreados dos preços. Há médicos que precisam buscar segundos e terceiros empregos para pagar suas contas ou pais jovens que pulam refeições para poder alimentar seus filhos.

O que talvez assuste mais os argentinos - em um momento em que a inflação decorrente do impacto da pandemia está diminuindo em outras partes do mundo - é que a situação econômica pode piorar antes de melhorar, independentemente de quem seja eleito presidente.

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Três dos quatro principais candidatos nas eleições vêm de partidos que, ao longo da última década, tentaram estabilizar a economia - sem sucesso

No Radar

Os investidores mantêm a expectativa pelos dados de inflação dos Estados Unidos, amanhã, e avaliam os discursos de membros do Federal Reserve (Fed), além da deflação na China, que amplia a perspectiva de mais estímulos. O governo italiano também acalmou os mercados após tentar assegurar que o impacto da sua tributação sobre lucros bancários será limitado.

Arm ancorada. A Amazon pode se unir a outras empresas de tecnologia como investidor âncora no IPO da Arm, que pode levantar até US$10 bilhões no próximo mês, segundo a Bloomberg. Além da Amazon, que é a principal cliente da Arm, empresas como a Intel e a Nvidia, além de outras tecnológicas, já discutiram apoio à operação da designer de chips de propriedade do SoftBank.

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🏦 Tributo de baixo impacto? Depois de chocar o mercado com o aviso de tributação de 40% para ganhos extras de bancos neste ano, o governo da Itália voltou atrás: disse que o impacto pode ser limitado para alguns bancos e que a taxa não excederá 0,1% dos ativos.

🧧 Deflação chinesa. O índice de preços ao consumidor da China caiu 0,3% em julho, enquanto os preços ao produtor se retraíram 4,4% no período, ambos além do esperado, reforçando os indícios de baixa demanda. É a primeira vez desde novembro de 2020 que os dois indicadores se contraem juntos e o mercado espera que o Banco Popular da China estimule a economia com corte juros.

Leia a nota completa na seção de Mercados

Os mercados esta manhã

🟢 As bolsas ontem (08/08): Dow Jones Industrials (-0,45%), S&P 500 (-0,42%), Nasdaq Composite (-0,79%), Stoxx 600 (-0,23%), Ibovespa (-0,24%)

O fechamento negativo foi impulsionado pelo setor bancário, afetado pelo rebaixamento de alguns bancos pela Moody’s e pelo tributo sobre lucro anunciado na Itália. Os ganhos no setor farmacêutico ajudou a reduzir as perdas.

Agenda

Esta é a agenda prevista para hoje:

EUA: Índice de Compras e Pedidos de Hipotecas-MBA, Estoques de Petróleo Bruto)

Europa: Reino Unido (Índice RICS de Preços de Imóveis/Jul); Portugal (Balança Comercial/Jun, Taxa de Desemprego/2T23)

Ásia: Japão (Compra de Títulos Estrangeiros, Investimentos Estrangeiros em Ações, Índice de Preços de Bens Corporativos-CGPI/Jul)

América Latina: Brasil (Vendas no Varejo/Jun, Confiança do Consumidor-Reuters/Ipsos/Ago, Fluxo Cambial Estrangeiro); México (IPC/Jul, CGPI/Jul); Argentina (Produção Industrial/Jun)

Balanços: Walt Disney, Nippon, Honda Motor, Bridgestone, Gerdau, Banco do Brasil

🗓️ Os eventos de destaque na semana →

Destaques da Bloomberg Línea:

WeWork diz que não tem certeza se consegue continuar a operar

Nespresso vê retomada de escritórios e mira os millennials, diz head no Brasil

Os 10 sinais que indicam uma retomada do crédito, segundo o CEO do Itaú

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