Bloomberg — As ações na Ásia devem abrir o pregão em alta, acompanhando o rali dos últimas dias em Nova York. Nesta quinta (15), ações ligadas à inteligência artificial fizeram os índices dos EUA subirem, enquanto as expectativas de mais estímulos na China ajudaram as commodities.
No começo desta sexta-feira (16), os futuros de Hong Kong e da Austrália subiam, enquanto os do Japão seguiam estáveis depois de uma forte alta no início desta semana e em meio à cautela antes da reunião do banco central do país, o BoJ (Bank of Japan).
A reunião do BoJ também influencia o preço do iene, que reduz as perdas depois de atingir seu nível mais fraco em relação ao dólar desde novembro passado. Espera-se que o banco central mantenha sua política de juros negativos.
Ações
- Os contratos futuros de Hang Seng subiam 0,7% às 7h27 (no horário de Tóquio)
- Os futuros do S&P/ASX 200 subiram 0,4%
- Os futuros do Nikkei 225 pouco mudaram
Moedas
- O Bloomberg Dollar Spot Index caiu 0,7%
- O euro foi pouco alterado em $ 1,0948
- O iene japonês foi pouco alterado em 140,21 por dólar
- O yuan offshore pouco mudou em 7,1216 por dólar
Rali em Nova York
Nos Estados Unidos, o S&P 500 subiu pelo sexto dia nesta quinta-feira - sua mais longa sequência de altas desde novembro de 2021 -, garantindo o impulso mais uma vez para a Ásia.
As ações no país continuaram a ganhar força depois que o S&P 500 cruzou o limiar do bull market na semana passada, subindo mais de 20% em relação ao seu último patamar mais baixo, em outubro.
Os traders continuaram acumulando ações mesmo depois que o índice de 14 dias do S&P 500 superou o patamar de 70, que é visto por alguns como uma indicação de um mercado sobrevalorizado.
O fervor em Wall Street enfrenta um grande teste na sexta-feira com o vencimento de uma grande quantidade de contratos de opções, vinculados a ações e índices.
Conhecido como OpEx, o vencimento costuma forçar os traders a fazer a rolagem de posições existentes ou iniciar novas. Isso geralmente envolve ajustes de portfólio que levam a um aumento no volume e a oscilações repentinas de preços dentro do pregão.
“As ações americanas desafiaram os céticos e se recuperaram neste ano diante de colapsos de bancos, temores constantes de uma recessão e do que se espera ser uma desaceleração nos lucros corporativos”, disse Arthur Hogan, estrategista-chefe de mercado da B. Riley Wealth. “De nossa parte, assumimos que a inflação ficará melhor no segundo semestre.”
Essa recuperação das ações enfrenta uma nova ameaça nas próximas semanas, com os maiores gestores de recursos do mundo prontos para se desfazer de até US$ 150 bilhões em ações.
O JPMorgan projeta que as carteiras com investimentos na economia real vão recuar em favor dos títulos para atender as metas de alocação, em um dos maiores fluxos de reequilíbrio para esses ativos desde o quarto trimestre de 2021.
Essa reformulação periódica pode derrubar em até 5% os preços das ações globais, de acordo com estimativas do estrategista do JPMorgan Nikolaos Panigirtzoglou.
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