Bloomberg Línea — O índice Ibovespa fechou o pregão desta quinta-feira (15) com leve alta de 0,13%, aos 119.221 pontos, acompanhando o apetite de investidores internacionais, que foram às compras em Nova York. Nos últimos 10 pregões, o índice brasileiro só fechou no negativo uma vez, na terça-feira (13).
Nos Estados Unidos, os três principais índices do país fecharam em mais uma alta nesta quinta. O Dow Jones subiu 1,26%, alcançando 34.408 pontos. O S&P fechou com alta de 1,22%, e o Nasdaq, de 1,15%.
As altas das últimas semanas têm acompanhado a queda na inflação americana e as perspectivas de que o pico dos juros já tenha sido alcançado pelo Federal Reserve. Na reunião desta semana, o banco central dos EUA decidiu manter os juros do país no intervalo de 5,00% a 5,25%. No Brasil, o cenário é parecido: a inflação está mais baixa e há expectativas para um corte nos juros.
A alta do Ibovespa aconteceu mesmo com a queda das ações preferenciais da Petrobras (PETR4), de -2,36%, para R$ 29,39. As ações “viraram” no meio do dia depois que a companhia anunciou um corte de R$ 0,13 no preço da gasolina. Os papéis acompanhavam a alta do petróleo, mas mudaram de direção diante de questionamentos sobre o espaço para novos cortes nos preços.
Outro fator que pesou, segundo analistas, foram declarações do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira. “Se houver gordura, Petrobras pode contribuir para queda maior dos preços dos combustíveis”, disse. Ele também informou que a empresa pretende recomprar refinarias vendidas no governo Bolsonaro.
No índice brasileiro, as maiores altas ficaram com Braskem (BRKM5), Yduqs (YDUQ3), Hapvida (HAPV3), CVC (CVCB3) e Assaí (ASAI3).
O petróleo do tipo brent com entrega para agosto fechou em alta de 3,37%, a R$ 75,67, refletindo a queda do dólar frente às principais moedas e também o corte de juros na China.
O tombo do dólar é visto (DXY -0,80%) como consequência da decisão do Federal Reserve, que manteve os juros na reunião de ontem, e do BCE, que elevou as taxas básicas hoje para conter a inflação no bloco.
Frente ao real, a moeda ficou praticamente estável, caindo -0,09%, a R$ 4,8025.

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