Bloomberg Línea — Este é o Breakfast - o seu primeiro gole de notícias. Uma seleção da Bloomberg Línea com os temas de destaque no mundo dos negócios e das finanças. Bom dia e ótima leitura!
Nos últimos anos, tornar-se um unicórnio foi o principal objetivo das startups. Mas isso mudou: com o capital de risco menos abundante e a sobrevivência de muitas empresas jovens colocadas em xeque, uma criatura menos mística se tornou o principal assunto nessa indústria: a barata.
Investidores de risco e líderes do setor de tecnologia se reuniram em Singapura nas últimas semanas, em uma grande festa do estado-cidade para comemorar a diminuição nos casos de covid-19. No entanto, o glamour e a conversa sobre blitzscaling - um formato acelerado de crescimento de empresas - desapareceram, e os participantes se concentraram na necessidade drástica de economizar capital e na perspectiva de um futuro sombrio.
“É hora da barata: faça o que for preciso para sobreviver”, disse Tessa Wijaya, cofundadora da Xendit, uma empresa de pagamentos digitais avaliada em US$ 1 bilhão, durante um painel de discussão moderado pelo sócio da Square Peg Capital, Piruze Sabuncu. “Se você conseguir sobreviver nos próximos dois, três anos, provavelmente vai prosperar.”
📌 O termo barata associado às startups foi cunhado por Caterina Fake, co-fundadora do Flickr. Em um artigo de 2015 intitulado “A Era da Barata”, a empreendedora disse que uma praga tenaz, rápida e adaptável estava chegando para tomar o lugar dos unicórnios.
Nos negócios, a expressão refere-se a empresas que têm um crescimento lento, mas sólido, para garantir rentabilidade a longo prazo e com um foco além da expansão acelerada.
⇒ Leia a matéria: De unicórnio a barata: como a crise mudou o sonho de startups
No radar dos Mercados
Os investidores buscam calibrar expectativas enquanto aguardam o indicador de inflação ao consumidor dos Estados Unidos. Também tentam equilibrar duas forças: ao mesmo tempo que querem evitar novos tombos, aproveitam as ações a preços descontados após seis dias de baixa em Nova York.
O IPC de setembro é o dado que falta para ajustar as expectativas do mercado em relação ao rumo da política monetária nos EUA nos próximos meses. Embora a ata do comitê de política monetária do Fed, o FOMC, tenha reafirmado ontem o compromisso de devolver a inflação à meta, o documento mostrou que várias autoridades acham “importante calibrar” o ritmo de aperto da economia para evitar danos maiores - leia-se recessão. Os investidores acompanham com grande interesse também os balanços corporativos.
🛑 Inflação no centro das atenções. O indicador de preços ao consumidor norte-americano deve marcar +8,1% ao ano, frente aos +8,3% de agosto. O núcleo anual (que exclui os preços de energia e alimentos), no entanto, deve subir de +6,3% para +6,5%. Como reação, as apostas majoritárias ainda apontam para um quarto aumento de 0,75 ponto porcentual nos juros dos EUA em novembro, mas uma surpresa com dados mais fracos de inflação poderia justificar apostas em uma revisão da política monetária do Fed. O dado será conhecido às 9h30 (horário de Brasília).
📊 Balanços em destaque. Na espera pelos dados de desempenho do setor bancário nos Estados Unidos no terceiro trimestre, os operadores reagem a outros resultados, como o da TSM, que reportou aumento de 80% no lucro, mas cortou sua previsão de gastos em 10% para 2022. Essa revisão mostra que a gigante taiwanesa de chips estaria se preparando para uma desaceleração mais profunda que o previsto. As novas restrições do governo Biden para o setor na China contribuem para esses temores.
⚖️ Alumínio pode pesar. A turbulência no mundo das commodities aumenta ante a hipótese aventada pelo presidente Joe Biden de bloquear o alumínio produzido pela Rússia. Analistas do segmento acreditam que incluir o metal na lista de sanções colocaria ainda mais pressão sobre o segmento, que enfrenta reveses desde o início da guerra contra a Ucrânia, já que a Rússia é o segundo maior fornecedor mundial de alumínio depois da China.
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🟢 As bolsas ontem (12): Dow Jones Industrials (-0,10%), S&P 500 (-0,33%), Nasdaq Composite (-0,09%), Stoxx 600 (-0,53%), Ibovespa (bolsa fechada por feriado)
As bolsas norte-americanas fecharam com perdas pela sexta sessão consecutiva, com os investidores na expectativa pela inflação ao consumidor dos EUA referente a setembro, que sai hoje. Trata-se do último grande dado antes da próxima reunião do Fed, em novembro. As atas do Fed de ontem mostraram que as autoridades continuam empenhadas em manter o ciclo de aperto para trazer a inflação de volta à meta.
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Agenda
Esta é a agenda prevista para hoje:
• EUA: Índice de Preços ao Consumidor/Set, Pedidos Iniciais de Seguro Desemprego, Relatório Mensal da IEA sobre Petróleo, Estoques de Petróleo Bruto e de Gás Natural, Reuniões do FMI, Balanço Orçamentário
• Europa: Reino Unido (Índice RICS de Preços de Imóveis); Alemanha (Índice de Preços ao Consumidor/Set, Saldo de Transações Correntes); Portugal (Índice de Preços ao Consumidor/Set)
• Ásia: China (Índice de Preços ao Consumidor/Set); Japão (Massa monetária)
• Bancos centrais: Discursos de Michelle W. Bowman (Fed) e Catherine Mann (Boe), Reunião dos Ministros de Finanças e dos Bancos Centrais do G-20
• Balanços: TSMC, BlackRock, Pimco, Walgreens Boots Alliance, Domino’s Pizza, Carrefour, Delta, Infosys
📌 Para amanhã:
• EUA (Vendas no Varejo/Set, Estoques das Empresas/Ago, Sentimento do Consumidor- Univ. de Michigan); China (IPC/Set, IPP/Set e Balança Comercial). Compra de emergência de bônus pelo Bank of England (BoE) prevista para terminar. Balanços (JPMorgan Chase & Co, Citigroup Inc, Morgan Stanley, Fast Retailing, Infosys, UnitedHealth, U.S. Bancorp, Wells Fargo)
Destaques da Bloomberg Línea:
• Vender por dinheiro ou virar sócio? Negócio em educação expõe dilema de startups
• Além do Rock in Rio: as apostas da família Medina, do e-sports ao metaverso
• Putin diz que energia mundial está em risco após ataque ao Nord Stream
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• Opinião Bloomberg: Reduzir a inflação pelo mundo é um desafio
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