Barcelona, Espanha — Depois de uma semana com ganhos generosos para as bolsas, sobretudo considerando o noticiário pouco ou nada alentador para as economias, os mercados iniciam a segunda-feira descompassados. Enquanto na Europa as bolsas subiam, nos EUA os futuros de índices trilhavam há pouco um caminho errático. Os contratos futuros indexados ao S&P 500 e ao Nasdaq 100 passavam ao lado positivo instantes atrás.
A atenção está dirigida, primordialmente, aos esforços diplomáticos para um cessar fogo nesta guerra que está a ponto de completar um mês. A Turquia disse que Moscou e Kiev estão perto de um acordo em pontos-chave, apesar de um importante assessor ucraniano relatar que a Rússia se voltou para “artilharia mais destrutiva”. A Ucrânia rejeitou a exigência russa de que suas forças entregassem o porto sitiado do sul de Mariupol, que tem estado sob intenso bombardeio russo.
🚫 Sanções
Por outro lado, as sanções contra a Rússia se multiplicam. Na tentativa de reduzir sua dependência do gás russo, a Alemanha planeja acelerar dois terminais de importação de gás natural liquefeito (GNL) do Catar. O presidente americano Joe Biden falará com os líderes europeus antes de sua viagem ao continente esta semana. A União Europeia estudará a possibilidade de impor um embargo de petróleo à Rússia.
🛢️ Petróleo
As sanções e a perspectiva de menores provisões de matérias-primas energéticas pressionam o petróleo, que sobe pelo terceiro dia consecutivo. O West Texas Intermediate encostou nos US$ 110 por barril, tendo avançado quase 14% desde o fechamento na última quarta-feira. Além do embate Rússia-Ucrânia, os operadores repercutem os ataques de rebeldes apoiados pelo Irã às instalações de energia na Arábia Saudita.
Outro fator a repercutir é que a Austrália, maior exportadora de alumina do mundo, ingrediente-chave para a produção de alumínio, proibiu as exportações da matéria-prima para a Rússia.
Leia também o Breakfast, uma newsletter da Bloomberg Línea: Telegram ganha uma chance

🟢 As bolsas na sexta-feira: Dow (+0,80%), S&P 500 (+1,17%), Nasdaq (+2,05%), Stoxx 600 (+0,91%), Ibovespa (+1,98%)
As bolsas dos EUA fecharam a semana com ganhos, impulsionadas pelas ações de tecnologia, em meio a um período volátil no qual o discurso do presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, e os acontecimentos na Ucrânia pesaram sobre o sentimento do mercado. O rally de quatro dias foi tal que permitiu ao S&P 500 fechar com sua melhor semana desde novembro de 2020.
Na agenda
Esta é a agenda prevista para hoje:
• Feriados no México (Dia do Presidente) e no Japão (Equinócio de Primavera)
• EUA: Índice de Atividade Nacional Fed Chicago/Fev
• Europa: Alemanha (IPP/Fev)
• Ásia: Hong Kong (IPC/Fev)
• América Latina: Brasil (Boletim Focus)
• Bancos Centrais: Discursos de Christine Lagarde (presidente do BCE), Raphael Bostic (membro do FOMC/Fed), Joaquim Nagel (presidente do BC alemão)
📌 E para amanhã:
• EUA: Índice Redbook; Índices de Manufatura e de Serviços do Fed Richmond/Mar; Estoques de Petróleo Bruto Semanal API
• Europa: Zona do Euro (Transações Correntes/Jan; Produção do Setor de Construção/Jan); Reino Unido (Dívida Líquida do Setor Público/Fev)
• Ásia: Japão (Índice de Indicadores Antecedentes)
• América Latina: Brasil (Ata do Copom/BC); México (Demanda Agregada, Gastos Privados/4T21); Argentina (Transações Correntes/4T21)
• Bancos Centrais: Discursos de Luis de Guindos e Philip Lane (BCE), John Williams, Mary Daly e Loretta Mester (FOMC/Fed)
Leia também:
Boeing 737 cai na China com mais de 130 pessoas a bordo
Cinco assuntos quentes para o Brasil na semana
Oscilações de mercado diminuem com traders recalibrando o risco da Rússia
-- Com informações de Bloomberg News









