Volatilidade, nervosismo e cautela formam a trinca do dia nos mercados

Futuros de índices sinalizam queda nos EUA, com o Dow Jones flutuando entre o positivo e o negativo; bolsas europeias se ajustam ao recuo de Wall Street

As variáveis que orientarão os mercados
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Barcelona, Espanha — Predomina a queda nos mercados de renda variável. Na Europa, as bolsas já abriram em baixa acentuada, ajustando-se à reviravolta de ontem em Wall Street, que virou o jogo no final do segundo tempo e fechou no vermelho. O índice Stoxx 600 tocou o nível mais baixo em um mês, arrastado pelas ações de mineradoras, viagens, entretenimento e de fabricante de automóveis. Os futuros de índices norte-americanos sinalizavam perdas - o Dow Jones oscilava entre o positivo e o negativo.

A busca por refúgio levou os prêmios dos títulos de 10 anos do Tesouro dos Estados Unidos a cair para abaixo dos 1,80%. O petróleo recuava com força em razão do aumento inesperado das reservas de óleo cru nos Estados Unidos. A Casa Blanca também sinalizou que está disposta a acelerar a liberação de reservas estratégicas.

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São três os elementos que despertam a aversão ao risco:

🏦 Reunião do Fed - Os dirigentes do banco central dos EUA se reúnem na semana que vem (25 e 26 de janeiro) para discutir o rumo de sua política monetária. Além do ritmo e da dimensão de um aumento dos juros, o mercado está atento às decisões sobre a redução do balanço patrimonial de US$ 8,77 trilhões do Fed já em 2022.

  • A perspectiva de redução dos estímulos do Fed para enfrentar a pandemia dá um duro golpe em alguns ativos, sobretodo aos ligados às ações de tecnologia, mais sensíveis ao vislumbre de juros mais altos. O Nasdaq 100 já caiu 9,53% no acumulado do ano.

🪖 Tensão geopolítica – Há um temor de escalada da tensão Rússia x Ucrânia. A iminência de um ataque militar intensifica a crise de energia na Europa e acende um sinal de alerta entre os dirigentes mundiais. O presidente norte-americano Joe Biden lançou nova advertência a Rússia e disse que os EUA e seus aliados europeus estão trabalhando em conjunto para assegurar que Rússia enfrente “graves consequências econômicas” caso avance com suas tropas e artilharias.

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  • A notícia de que Washington está permitindo a algunos países bálticos enviar a Ucrânia armas de fabricação norte-americana reavivou a preocupação por um enfrentamento com a Rússia.

📈📉 Balanços corporativos – O desempenho financeiro das companhias dará o que falar. Quase 100 companhias do S&P 500 devem soltar seus resultados na semana que vem. Ontem, a reação ao balanço da Netflix, que prevê conquistar assinantes a um passo mais moderado, pesou de forma negativa nos mercados.

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Indícios de mais um dia nervoso nos mercados

🟢 As bolsas ontem: Dow (-0,89%), S&P 500 (-1,10%), Nasdaq (-1,30%), Stoxx 600 (+0,51%), Ibovespa (+1,01%)

Wall Street bem que tentou recuperar o que havia perdido nas últimas sessões - o S&P chegou a superar o 1% de alta -, mas uma reviravolta no final da sessão tirou as bolsas do campo positivo. Os papéis de tecnologia e de itens de consumo não essenciais foram os principais destaques de queda. As ações da Netflix declinaram mais de 20% após o horário regular de negociação, depois da decepção dos investidores com o balanço financeiro e as projeções da companhia para 2022.

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Na agenda

  • Reino Unido: Vendas no varejo (dezembro)
  • BCE: discurso da presidenta Christine Lagarde
  • Europa: Índice de Confiança do Consumidor (janeiro)
  • EUA: Índice de Indicadores Antecedentes (dezembro)

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-- Com informações de Bloomberg News