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Mercados

Mercados sinalizam intenção de testar novos recordes, apesar de ômicron

Futuros de índices em NY e bolsas europeias operam com valorização, impulsionados pela expectativa de que atividade econômica vencerá efeitos da variante do coronavírus

As variáveis que orientarão os mercados
28 de Dezembro, 2021 | 08:25 am
Tempo de leitura: 2 minutos

Barcelona, Espanha — As bolsas internacionais manifestam a intenção de seguir testando novos máximos históricos. Em Wall Street, os negócios com futuros de índices sinalizavam altas, movimento que também orientava as bolsas europeias, onde o Stoxx 600 se aproximava dos recordes do mês passado, com as ações de serviços públicos e de fabricantes de automóveis liderando o avanço.

Em âmbito global, as ações estão a caminho de um terceiro ano de ganhos de dois dígitos, impulsionado pela alta nos Estados Unidos. O rendimento dos títulos do Tesouro norte-americano de 10 anos e o dólar se mantinham estáveis. Já o petróleo situava-se perto dos máximos de um mês e os futuros do minério de ferro ampliavam sua queda em razão das notícias sobre recuo da produção de aço na China.

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Na última semana do ano, o escasso volume financeiro é marca expressa. Há poucas referências macroeconômicas ou notícias de impacto para mudar o curso dos negócios.

🟢 Ontem, nos Estados Unidos, o S&P 500 superou novo recorde e fechou com 1,38% de alta – o 69º recorde de fechamento neste ano. O Nasdaq esteve a ponto de realizar a mesma façanha, terminando com 1,39% de valorização. O Dow subiu 0,98%.

Leia também o Breakfast, uma newsletter da Bloomberg Línea: De atriz a empreendedora: uma reviravolta em tempos de pandemia

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Semana de poucos negócios, mas de compras no mercado de açõesdfd

🦠 O que mais se sustenta no ar é o noticiário sobre a variante ômicron. Ainda que seja mais contagiosa e que as infecções estejam subindo velozmente, os indícios de que seus efeitos são menos graves e que a curva de contágio em alguns países começa a recuar alentam os investidores. Confirmada esta tendência, o mercado estará mais confiante de que a recuperação econômica global pode superar os riscos do coronavírus e de um aperto da política monetária.

🛍️ Os sinais de que o consumo continua forte também animam os investidores. Ontem, a MasterCard divulgou informe segundo o qual houve um crescimento anual de 8,5% na campanha de Natal nos Estados Unidos, acima dos 7,4% projetados pela companhia para o período (1 de novembro a 24 de dezembro). O dato representa a cifra mais alta em 17 anos, mostrando que o motor da recuperação econômica continua forte.

👩🏻‍🏭Notícias da Ásia também evidenciam que a economia insiste em avançar: a produção industrial do Japão superou as estimativas. Alcançou 5,4% em novembro, frente a estimativas de 2,9%.

Na agenda

  • Feriado no Reino Unido (Boxing Day), onde a bolsa continua fechada.
  • Taxa de Desemprego e Empréstimos Bancários no Brasil
  • Índice de Preços de Imóveis nos EUA
  • Núcleo do IPC do Banco do Japão

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-- Com informações de Bloomberg News

Michelly Teixeira

Michelly Teixeira

Jornalista com mais de 20 anos como editora e repórter. Em seus 12 anos de Espanha, trabalhou na Radio Nacional de España/RNE e colaborou com a agência REDD Intelligence. No Brasil, passou pelas redações do Valor, Agência Estado e Gazeta Mercantil. Tem um MBA em Finanças, é pós-graduada em Marketing e cursa um mestrado em Digital Business na Esade.

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