Venezuelanos se dividem sobre acordo de petróleo com Trump, segundo pesquisa

Cerca de 38% dos entrevistados disseram ser contra o acordo, enquanto aproximadamente 35% afirmaram apoiá-lo, segundo o LatAm Pulse, pesquisa da AtlasIntel realizada para a Bloomberg News

Resultados destacam o desafio político enfrentado pela presidente interina Delcy Rodríguez, que sofre resistência tanto da ala linha-dura do partido governista quanto da oposição (Foto: Gaby Oraa/Bloomberg)
Por Andreina Itriago
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Bloomberg — Os venezuelanos estão profundamente divididos sobre o acordo de petróleo firmado pelo governo do presidente dos EUA, Donald Trump, com as autoridades interinas do país, e metade afirma que o acerto beneficiará mais os EUA do que a Venezuela.

Cerca de 38% dos entrevistados disseram ser contra o acordo, enquanto aproximadamente 35% afirmaram apoiá-lo, segundo o LatAm Pulse, pesquisa da AtlasIntel realizada para a Bloomberg News e publicada nesta terça-feira (8). Outros 27% disseram não ter certeza.

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Os resultados destacam o desafio político enfrentado pela presidente interina Delcy Rodríguez, que sofre resistência tanto da ala linha-dura do partido governista quanto da oposição desde que o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou que os EUA assumiriam o controle de mais de 65 bilhões de barris das reservas de petróleo bruto da Venezuela. Enquanto muitos venezuelanos questionam se o acordo é justo e se Rodríguez tem autoridade para negociá-lo, ela tenta administrar as repercussões e se manter no poder.


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Ainda assim, o índice de desaprovação de Rodríguez — que vinha subindo de forma constante desde que ela assumiu a Presidência, após forças dos EUA capturarem Nicolás Maduro em 3 de janeiro — caiu quatro pontos percentuais, para 60,5%.

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Cerca de seis em cada dez entrevistados disseram esperar que o acordo de petróleo tenha impacto muito positivo, relativamente positivo ou neutro sobre o cotidiano. Ainda assim, 50% afirmaram que o acordo beneficiará mais os EUA do que a Venezuela. Outros 28% disseram que os dois países serão beneficiados igualmente, enquanto apenas 10% afirmaram que a Venezuela ganhará mais.

Leia também: Em ação sem precedentes, Trump fecha acordo para controlar 55% do petróleo venezuelano

As dúvidas sobre o mandato do governo também continuam significativas. Cerca de 47% disseram que o atual governo não tinha legitimidade para negociar acordos de longo prazo envolvendo os recursos naturais do país, enquanto 36% afirmaram que o acordo comprometia a soberania da Venezuela.

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A líder da oposição María Corina Machado, que questionou a autoridade de Rodríguez para negociar o acordo, mas evitou criticar o acerto em si, continua sendo a política com a imagem mais positiva no país. Seu índice de avaliação positiva, no entanto, caiu 19 pontos percentuais, para 53%, retornando aos níveis observados em junho e nos meses anteriores, após atingir um pico de 72% em julho.

Leia também: EUA terão preferência sobre petróleo da Venezuela e poderão comprar a preço de custo

A AtlasIntel entrevistou 1.922 adultos em toda a Venezuela entre 30 de agosto e 3 de setembro. A pesquisa tem margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

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