Bogotá — A Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) divulgou recentemente seu relatório de 2020 sobre fundos de pensão. Um dos temas foi a rentabilidade dos fundos de pensão privada. Nos últimos 15 anos, a Colômbia liderou a lista de países analisados.
Embora o relatório traga informações de 32 países membros da OCDE, ele também inclui outros, embora alguns não relatem informações completas. Embora apenas México, Chile, Colômbia e Costa Rica sejam os países da região membros da OCDE, outros países latino-americanos também aparecem na lista.
Como está a América Latina em termos de rentabilidade dos fundos
Segundo os dados da OCDE, em 15 anos (2005 a 2020), a previdência na Colômbia teve uma taxa média de crescimento de 5,3% em termos reais, a melhor entre os 23 países membros que relatam os dados.
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Em segundo lugar (dentre os países latino-americanos membros da OCDE que apresentam os dados) está a Costa Rica, com rendimento real de 4,6% nos últimos 15 anos. Em seguida, o Chile tem 3,4%, e o México, 2,6%.
No entanto, nos dados apresentados por outros países latino-americanos não membros da OCDE, a República Dominicana lidera com um rendimento real de 6,6% entre 2005 e 2020, seguida pelo Peru com 4% e El Salvador com 2,5%.
Além disso, se o período analisado mudar, as posições dos países com fundos de pensão mais rentáveis também variam.
Ao revisar os dados da média dos últimos 10 anos (2010-2020) na América Latina e nos 27 países que apresentaram os dados, a Costa Rica liderou com 6,5%, seguida da Colômbia, com 3,6% (em 11º lugar na lista geral); em terceiro lugar estava o Chile, com 3,2% (13ª colocação), e na quarta posição estava o México, com 2,8% (15º lugar).
Nos últimos 10 anos, nos países latino-americanos não membros da OCDE, a República Dominicana liderou com 7,5%. Em seguida ficaram El Salvador e Peru com 3% e 1,7%, respectivamente
Por sua vez, nos últimos cinco anos (2015-2020), a Costa Rica (com 6,7%) continuou liderando os países latino-americanos membros da OCDE e entre os 32 países que apresentaram dados. Entre os países da região, mas em quarto lugar na posição geral, está a Colômbia, com 5,4%. Em seguida, está o Chile, com 4% (12º lugar na classificação geral), e o México, com 3% (16º lugar).
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Nesse período, entre os países latino-americanos não membros da OCDE, a República Dominicana liderou com 6,2%, seguida por Peru e El Salvador com 4,5% e 4,3%, respectivamente.
Segundo o relatório da OCDE, “os provedores de pensões na maioria dos países obtiveram retornos de investimento positivos no longo prazo. Gerar retornos de longo prazo é mais importante que retornos anuais. A poupança para a aposentadoria é de longo prazo, e flutuações nos retornos dos investimentos são prováveis ao longo do tempo em uma carteira de aposentadoria”.
Outros dados relevantes
Além disso, o relatório mostra inclinação total para a criação da poupança previdenciária, já que, entre os países da OCDE, nos últimos dez anos, observou-se que os fundos previdenciários passaram de representar 64% do PIB total da organização para 100% em 2020, destaca a Associação Colombiana de Administradores de Fundos de Pensão (Asofondos).
Dos países membros, nove ultrapassaram o valor do PIB, incluindo Holanda (213%), Dinamarca (230%) e Islândia (207%). Na Colômbia, a previdência representou apenas 32% do PIB, mas dobrou em relação ao observado em 2010 (16%), segundo o relatório.
Especificamente na América Latina, Brasil, México e Colômbia se destacam pelo aumento de sua poupança previdenciária, em contraste com o registrado em países como Chile e Peru, que estão sofrendo a destruição de suas previdências. “Nos países onde os associados puderam sacar parte de suas previdências, no caso do Peru e do Chile, houve quedas de 6% e 5%, respectivamente”, afirma o relatório.
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