São Paulo — Em dia de fechamento recorde no S&P 500 e Nasdaq, o Ibovespa marcou o maior avanço desde janeiro, fechando em alta de 2,33%, com investidores aproveitando os papéis baratos após quedas recentes. O dólar despencou, seguindo o ambiente mais ameno, e refletindo notícias que acalmaram as tensões fiscais. Os avanços do minério de ferro e do petróleo na sessão desta terça (24) também impulsionaram os ganhos globais.
- O Ibovespa fechou em alta de 2,33%, a 120.210 pontos
- Vale (VALE3), Itaú (ITUB4) e Magazine Luiza (MGLU3) lideraram a ponta positiva em pontos; JBS (JBSS3), Raia Drogasil (RADL3) e Hypera (HYPE3) na ponta oposta
- Destaque da Bolsa: A Cyrela fechou em alta de 12,33%, após recomendação de Compra pelo Bradesco BBI e Corretora Ágora, com preço-alvo de R$ 28 (54% de upside) para o final de 2022
- O dólar fechou em queda de 2,47%, a R$ 5,25, de volta aos patamares vistos no início do mês
- A curva de juros recuou na sessão: o DI com vencimento para janeiro de 2022 fechou em 6,695; enquanto o para janeiro de 2027 segue na faixa dos 10%, apesar da queda no dia
- Nos Estados Unidos, o S&P 500 e o Nasdaq fecharam em novos recordes, com investidores já aguardando a conferência de Jakson Hole, que começa na quinta-feira (26). O primeiro avançou 0,15%, e o segundo, 0,52%. O Dow Jones fechou em alta de 0,09%
Conforme Phil Soares, chefe de análise de ações na Órama, o dia foi de “alta generalizada na bolsa, com uma perspectiva de que o movimento de correção já chegou a um fim e a consequente corrida dos investidores em se beneficiar dos preços baratos que vigoram”.
As mesmas ações e setores que mais caíram nessas últimas semanas são as que estão disparando agora, com destaque para ações de tecnologia e construção civil. Lá fora o mercado negociou no positivo, o que também ajuda, com o futuro de minério de ferro vindo de 130 dólares para 160 e o bitcoin já na casa dos 50 mil dólares. A perspectiva é de continuidade deste movimento de recuperação nos próximos dias, ainda que talvez com menos impulso.
Phil Soares
Contexto
Mais cedo, o presidente da Câmara, Arthur Lira, defendeu que não concorda com o pagamento de precatórios fora do teto de gastos. Em evento promovido pela XP Investimentos, Lira disse que a questão ainda será debatida com o governo, mas negou que ultrapasse a regra fiscal. O presidente da Casa acrescentou ainda que não será mais votada nesta semana parte da reforma tributária que trata do Imposto de Renda e dividendos.
A fala de Lira vem na sequência do posicionamento do ministro da Economia Paulo Guedes, que na véspera (23) havia afirmado que o Congresso poderia tirar os precatórios do teto.
Também na tarde de hoje, a ministra-chefe da Secretaria de Governo, Flávia Arruda, defendeu que o governo irá respeitar a regra do teto em suas propostas.
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