São Paulo — Após despencar mais de 2% durante tarde, o Ibovespa encerrou o dia abaixo dos 118.000 pontos e o dólar avançou, seguindo o forte mau humor que tomou conta dos mercados externos nesta terça-feira (17). O segundo dia consecutivo de fechamento negativo nas principais bolsas da Ásia somado aos dados de vendas no varejo dos Estados Unidos vieram abaixo das estimativas derrubaram os principais índices de Nova York e impactaram os mercados por aqui. Os indicadores negativos aumentaram as preocupações dos investidores em relação ao ritmo da retomada econômica, tendo em vista o avanço da disseminação da variante Delta da Covid-19.
Somou-se também ao caldeirão os desdobramentos políticos para a administração Joe Biden após a retirada dos militares do Afeganistão e a consequente tomada de poder do Taliban também seguem no radar.
“Levando em conta que as bolsas estão mais próximas das máximas do que das últimas mínimas, qualquer sinalização de retrocesso econômico acaba gerando uma correção”, diz Rafael Ribeiro, analista da Clear Corretora.
Na cena doméstica, o foco permaneceu em Brasília, com as atenções na possível votação de ao menos uma parte da Reforma Tributária na Câmara dos Deputados, que pode impor a taxação de dividendos de empresas em 20% - hoje isentos de tributação. As tensões entre o presidente Jair Bolsonaro e os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) também permanecem no radar.
- Câmbio: O dólar fechou a sessão em alta de 0,67%, a R$ 5,30
- Bolsa: O Ibovespa caiu 1,07%, a 117.903 pontos, o menor nível desde 4 de maio. Lideravam as perdas percentuais as ações da Locaweb (LWSA3), Embraer (EMBR3) e Usiminas (USIM5). As ações da Yduqs (YDUQ3), Cemig (CMIG4) e Ultrapar (UGPA3) foram destaques positivos
- Destaques da bolsa: A ação do IRB Brasil RE (IRBR3) cravou, no começo do pregão, uma nova cotação mínima em 12 meses, após a divulgação de um prejuízo no segundo trimestre. O papel atingiu a mínima de R$ 5,05, tombo de 7,50% na primeira meia hora de negócios na B3, acumulando desvalorização superior a 9% no mês e de 33% em 12 meses. No final do dia, o papel fechou com queda de 3,66%
- Juros: As taxas dos DIs curtos e longos reduziram as altas vistas na maior parte da sessão, com os temores fiscais no radar, mas ainda sustentaram o avanço. A taxa para janeiro de 2022 fechou aos 6,660% e as de janeiro de 2027 em 10,030%
- Exterior: Em Nova York, o Dow Jones fechou em queda de 0,79%, o S&P 500 0,71% e o Nasdaq 0,93%
- Bitcoin: No final do dia, a criptomoeda operava em queda de 3,66%, a US$ 44.559
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