Revolut é avaliada em US$ 115 bilhões em venda secundária, alta de 53% em quase um ano

Operação permitiu que acionistas, entre eles funcionários, vendessem participações; valor representa alta de 53% em relação à rodada concluída em novembro de 2025

Fintech britânica obteve recebtenebte licenças bancárias na Europa e na América Latina.
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Bloomberg Línea — A Revolut concluiu uma venda secundária de ações que estabelece seu valuation em US$ 115 bilhões, informou a companhia em comunicado nesta quarta-feira (4).

O valor representa alta de 53% em relação aos US$ 75 bilhões da rodada de novembro do ano passado e é alcançado em meio à expansão internacional da fintech britânica, que obteve licenças bancárias na Europa e na América Latina e aprovação condicional para operar como banco nos Estados Unidos.

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A transação foi liderada por Coatue, Glade Brook Capital Partners, Durable Capital Partners, contas assessoradas pela T. Rowe Price Associates e Baillie Gifford.


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A operação começou em julho, segundo a Bloomberg News. Acionistas atuais, entre eles funcionários, venderam suas participações a outros investidores.

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“A participação dos colaboradores na empresa é um elemento central da nossa cultura desde o primeiro dia. Mais uma vez, podemos oferecer ao nosso time a oportunidade de compartilhar o valor que ajudaram a criar, enquanto seguimos trabalhando incansavelmente para alcançar nosso próximo marco: atender 100 milhões de clientes”, afirmou Nik Storonsky, CEO e fundador da Revolut, em comunicado.

Leia também: Revolut obtém aval do BC da Argentina para comprar o Banco Cetelem, do BNP Paribas

Em 2025, a receita da Revolut cresceu 46%, para US$ 6 bilhões. O lucro antes dos impostos avançou 57%, para US$ 2,3 bilhões, o que corresponde a uma margem de 38%.

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Desde o início deste ano, a empresa lançou operações bancárias no Reino Unido, no México, na Austrália e na Nova Zelândia. Também obteve licenças na França e na Colômbia. Na Argentina, a empresa recebeu em setembro o aval do Banco Central para comprar o Banco Cetelem, do BNP Paribas.

O México foi o primeiro país fora da Europa em que a Revolut passou a operar com licença bancária plena, em fevereiro, segundo a Bloomberg News. Em setembro, a operação mexicana já atendia mais de 1 milhão de clientes de varejo, de acordo com a empresa.

Nos Estados Unidos, o Office of the Comptroller of the Currency (OCC) concedeu em setembro aprovação condicional para que a Revolut opere como banco nacional.

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Fundada em 2015 e sediada em Londres, a Revolut tem mais de 80 milhões de clientes pessoa física. A meta é chegar a 100 milhões de clientes ativos em mais de 100 países.

Storonsky já afirmou que pretende abrir o capital da empresa, o que não deve ocorrer antes de 2028, por meio de uma listagem dupla no Reino Unido e nos Estados Unidos.

Em outubro, ele disse à Bloomberg Television que deseja ter a cotação principal nos Estados Unidos, caso a empresa decida abrir o capital. “Esse sempre foi o objetivo, dada a elevada liquidez do mercado norte-americano”, afirmou.

-- Com informações da Bloomberg News.

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