Brasil é o principal ecossistema de startups em LatAm, mas apenas o 26º no mundo

Relatório publicado pela StartupBlink também mostra a Colômbia ganhando espaço e Panamá registrando o crescimento mais acelerado entre os ecossistemas latino-americanos

Avenida Paulista: relatório da StartupBlink aponta São Paulo como principal hub de startups da América Latina (Foto: Patricia Monteiro/Bloomberg)

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Bloomberg Línea — O Brasil, a Colômbia e o Chile são considerados os melhores ecossistemas para startups na América Latina neste ano, de acordo com o relatório Global Startup Ecosystem Index 2026, publicado pela empresa de pesquisa StartupBlink.

De acordo com o relatório, o Brasil, a maior economia do continente, subiu uma posição no ranking global, passando para o 26º lugar entre os 100 países avaliados.

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O Brasil ocupa o primeiro lugar na América Latina pelo sétimo ano consecutivo.

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O país alcançou a 17ª posição mundial na categoria “valor do ecossistema”, o que indicaria uma posição sólida em termos de valor financeiro geral, impulsionada pelas avaliações e pelas saídas das startups.

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Além disso, ocupa a 19ª posição mundial na categoria de compromisso corporativo, o que reflete a participação ativa das empresas em parcerias e investimentos.

Além disso, a Colômbia subiu uma posição, passando para o 35º lugar, e ficou em segundo lugar entre as economias latino-americanas analisadas.

Nestled in a valley 1,500 meters (4,900 feet) above sea level and surrounded by the Andes mountains, Medellín boasts average temperatures of about 23 degrees Celsius (73 Fahrenheit) year-round. Photographer: Edinson Arroyo/Bloomberg

Desde 2024, o país andino mantém-se em segundo lugar na América do Sul, com um crescimento de seu ecossistema de 29,3%, acima da média sul-americana de 21,4%, segundo o StartupBlink.

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De acordo com o relatório, os setores mais fortes da Colômbia são a tecnologia educacional e o transporte, nos quais o país ocupa a 26ª posição no ranking mundial.

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O país também ocupa o oitavo lugar no ranking mundial em tecnologia limpa, um subsetor do setor de energia e meio ambiente.

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“A Colômbia ocupa uma posição inferior no Índice de Ambiente Empresarial para Inovadores (47ª posição), o que indica que as condições empresariais continuam sendo um obstáculo para o ecossistema de startups”, esclarece o relatório.

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O Chile ocupa a terceira posição na região, embora tenha caído duas posições no ranking global do Startup Ecosystem Index 2026.

O país ocupa o primeiro lugar na América do Sul na categoria de atratividade do ecossistema, refletindo um forte apelo internacional baseado na presença de P&D, na credibilidade institucional, na governança e na acessibilidade.

Em contrapartida, ocupa uma posição mais baixa no Índice de Ambiente Empresarial para Inovadores (57ª posição).

A Argentina ficou em quarto lugar na região, mantendo-se na 46ª posição no ranking mundial.

Na América Latina, “a Argentina ocupa o quarto lugar, após dois anos na quinta posição, devido às mudanças nas posições relativas entre os países da região”, afirma o relatório. “O país registra um crescimento de 12,2%, abaixo da média de 26,5% dos 100 primeiros países do mundo”.

O país ocupa uma posição inferior no Índice de Ambiente Empresarial para Inovadores (75ª posição) em comparação com seus pares melhor classificados na lista geral.

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O México ( 47º lugar no ranking mundial) e o Peru (72º) apresentam as quedas mais significativas, perdendo 4 e 5 posições no ranking global, respectivamente.

No caso do México, o país continua sua queda em relação à 35ª posição que ocupava em 2022.

O país também está em uma posição inferior no Índice de Ambiente Empresarial para Inovadores (58º lugar).

O avanço mais significativo em nível regional é do Panamá ( 78º lugar no ranking mundial), que subiu 8 posições no ranking global, impulsionado por um crescimento extraordinário de 61,1% em seu ecossistema.

O Panamá ocupa o segundo lugar na América Central no pilar da contribuição econômica dos ecossistemas, “refletindo o forte impacto econômico total decorrente da atividade das empresas emergentes”.

El Salvador é a novidade da lista, estreando diretamente na 10ª posição regional e na 80ª posição global.

No mundo, os Estados Unidos consolidaram-se como o maior ecossistema global de startups, com um crescimento de 23,6%, quase o dobro do Reino Unido (segundo colocado), com 13,2%, “o que ampliou sua vantagem já dominante”.

De acordo com o relatório, “a classificação dos Estados Unidos coincide com a do Índice de Ambiente Empresarial para Inovadores, no qual o país também ocupa o primeiro lugar, o que indica que as sólidas condições empresariais subjacentes estão em consonância com a sua produção de startups”.

Em seguida, vêm Israel, Cingapura, Canadá, Suécia, Alemanha, Suíça, Austrália e Países Baixos.

A França saiu do top 10 mundial pela primeira vez, enquanto Taiwan estreou no top 20 global.

Esta foi a lista dos melhores ecossistemas para startups na América Latina em 2026:

  1. Brasil: pontuação de 14.005
  2. Colômbia: 10.104
  3. Chile: 7.972
  4. Argentina: 6.051
  5. México: 5.845
  6. Uruguai: 3.044
  7. Peru: 1.398
  8. Costa Rica: 1.337
  9. Panamá: 1.185
  10. El Salvador: 1.159

Estes foram os melhores ecossistemas de startups na lista por cidade:

  1. São Paulo (Brasil): 44.419
  2. Cidade do México (México): 15.032
  3. Bogotá (Colômbia): 14.929
  4. Santiago (Chile): 13.296
  5. Buenos Aires (Argentina): 11.252
  6. Medellín (Colômbia): 7.218
  7. Rio de Janeiro (Brasil): 6.586
  8. Curitiba (Brasil): 6.043
  9. Belo Horizonte (Brasil): 5.539
  10. Porto Alegre (Brasil): 3.814