Bloomberg Línea — O ecossistema latino-americano de startups registrou em abril de 2026 o seu melhor desempenho do ano, com um total de US$ 1,83 bilhão captados em 40 rodadas. O volume representa uma alta expressiva de 93% em relação ao mês anterior e de 64% na comparação anual, de acordo com dados compilados pela plataforma Sling Hub.
Os números foram impulsionado pela concentração em aportes de valores expressivos, como o FIDC de US$ 1,1 bilhão da CloudWalk. O captação também contribuiu para o Brasil manteve a posição de principal polo da região, concentrando 63% do volume total (US$ 1,15 bilhão).
Em equity, a maior captação foi da mexicana Plata Card, com aporte de US$ 405 milhões. Outros destaque foram a colombiana Somos Internet, com US$ 40 milhões, a argentina Belo, com US$ 14 milhões, e a brasileira Segura, US$ 8,7 milhões.
As startups de inteligência artificial (IA) foram a grande força tecnológica do mês e acumularam US$ 1,1 bilhão em 16 rodadas, o equivalente a 60% de todo o capital investido na América Latina.
Setorialmente, as fintechs seguem dominando a preferência dos investidores. Em abril, 92% do volume regional foram para os negócios financeiros - tradicional o percentual fica em torno de 50%.
Veja os principais aportes da semana:
Franq
A fintech Franq, plataforma que permite a bancários experientes atuarem de forma autônoma, captou R$ 70 milhões em uma rodada Série B liderada por Valor Capital Growth Fund, Quona Capital e Globo Ventures.
Os recursos serão destinados ao fortalecimento das categorias de seguros e investimentos, além do aprofundamento do uso de IA para automatizar camadas operacionais como análise de documentos e compliance.
Segundo números internos, Franq tem dobra o volume de negócios ano após ano desde a fundação, em 2019. Em 2025, originou R$ 2,4 bilhões
Com o novo aporte, a startup ultrapassa a marca de R$ 150 milhões captados em sua história.
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Aimirim
A deep tech mineira Aimirim captou R$ 10 milhões em uma rodada coliderada pela SP Ventures e Indicator Capital.
Sediada em Uberlândia, a startup utiliza hardware e software proprietários para realizar o controle preditivo e a automação de processos industriais complexos em tempo real (Edge Computing).
A Tupana, nome da tecnologia desenvolvida pela startup, também é exportada para EUA, Europa e Ásia. A atuação está em setores como agroindústria, mineração e celulose com foco em eficiência energética e autonomia plena.
O novo cheque será acompanhado para uma estratégia mais agressiva de internacionalização da Aimirim, apoiada pela Indicator Capital.
A startup foi incubada na Universidade Federal de Uberlândia pelo engenheiro Renato Pacheco Silva e tem na base clientes como a Raízen, Águas do Brasil e SLC Agro.









