Petrobras mantém plataforma P-52 parada há nove meses e sem previsão de retomada

Um grupo de trabalho da estatal tem até outubro para concluir a avaliação das alternativas de retomada da unidade na Bacia de Campos, enquanto a ANP mantém a interdição até que sejam comprovadas as condições de segurança

Unidade está interditada desde outubro de 2025, após um vazamento de gás inflamável, e só poderá voltar a operar depois que a Petrobras concluir a investigação da falha e atender às exigências da ANP.
Por Mariana Durao
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Bloomberg — A plataforma P-52 da Petrobras está paralisada há nove meses devido a um vazamento de gás inflamável e ainda não há um cronograma para o retomada das operações, segundo a empresa.

Um grupo de trabalho que inclui especialistas do centro de pesquisa da Petrobras, o Cenpes, tem até outubro para finalizar sua avaliação das opções para retomar as operações, disse a diretora executiva de engenharia, tecnologia e inovação da Petrobras, Renata Baruzzi, em entrevista na quinta-feira. Ainda não está claro se a plataforma retomará a produção este ano, segundo ela.

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A paralisação de emergência ocorreu em outubro passado com a suspeita de que tenha sido causada por uma ruptura em um riser de gas-lift - tubulação que transporta gás entre a plataforma e equipamentos submarinos - conectado à plataforma. Uma inspeção realizada pela estatal nos demais risers da plataforma identificou degradação semelhante em outro desses equipamentos.

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), órgão regulador do setor petrolífero no Brasil, afirmou que determinou à Petrobras, em dezembro, que não retomasse as operações até que tivesse concluído a investigação sobre a falha, implementado medidas corretivas e demonstrado que não havia mais riscos críticos à segurança operacional.

“A Petrobras ainda não apresentou à ANP a comprovação de atendimento destas condicionantes e a plataforma segue interditada”, disse a agência em resposta à Bloomberg News.

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A P-52 é uma das quatro plataformas que produzem petróleo e gás no campo de Roncador, operado pela Petrobras, com participação de 75%, e pela parceira Equinor ASA, com o restante.

O campo está localizado na Bacia de Campos, onde a produção atingiu seu pico em 2011 e, a partir daí, começou a declinar. A Petrobras busca revitalizar os campos mais antigos da bacia, com um plano de gastos de US$ 19 bilhões delineado no plano estratégico para 2026–2030.

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Localizada na costa do estado do Rio de Janeiro e se estendendo até o sul do Espírito Santo, no sudeste do Brasil, a Bacia de Campos tornou a Petrobras uma importante produtora offshore no final do século XX.

A plataforma entrou em operação em 2007 com capacidade projetada de 180 mil barris de petróleo por dia. Segundo Baruzzi, no entanto, a P-52 vinha produzindo bem abaixo desse nível, em cerca de 35 mil barris por dia. Nenhuma das plataformas da Bacia de Campos está operando atualmente em plena capacidade, disse ela.

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