Petrobras amplia exploração de petróleo na África com blocos na Costa do Marfim

Estatal terá 90% de participação e será operadora das áreas em águas ultraprofundas enquanto busca novas reservas para sustentar a produção após o pico do pré-sal

Blocos em águas ultraprofundas devem ajudar a ampliar o portfólio de exploração da companhia (Foto: Bloomberg)
Por Mariana Durao
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Bloomberg — A Petrobras assinou contratos de partilha de produção para oito blocos exploratórios offshore na Costa do Marfim, em mais um passo para ampliar a presença na África.

A presidente da estatal, Magda Chambriard, havia antecipado o acordo em evento na quarta-feira (16), ao afirmar que os blocos em águas ultraprofundas ajudariam a ampliar o portfólio de exploração da companhia, que busca repor reservas antes de um pico de produção esperado por volta de 2035.

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“Não existe futuro para uma empresa de petróleo sem exploração”, afirmou durante palestra no Rio de Janeiro.

A Petrobras terá participação de 90% e será a operadora dos blocos, enquanto a PETROCI Holding, estatal de petróleo da Costa do Marfim, ficará com os 10% restantes, segundo comunicado divulgado na quinta-feira (17).


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O acordo dará à Petrobras participação em áreas exploratórias de elevado potencial na margem equatorial africana, afirmou a companhia no comunicado.

Maior produtora de petróleo da América Latina, a Petrobras busca cada vez mais oportunidades de exploração além dos prolíficos campos brasileiros do pré-sal, com foco em áreas no exterior onde possa aplicar décadas de experiência em perfuração e produção em águas profundas.

A Petrobras precisará adicionar cerca de 9 bilhões de barris de óleo equivalente às reservas até 2050 para manter os níveis atuais de produção, diante da expectativa de que a produção do pré-sal atinja o pico por volta de meados da próxima década, afirmou Chambriard.

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Em agosto, o Ministério de Energia e Transição Verde de Gana aprovou o pedido da Petrobras para negociar contratos de exploração de quatro blocos.

A Petrobras já havia firmado parceria com a TotalEnergies para adquirir participação de 42,5% em um bloco offshore na Namíbia — o que Chambriard afirmou que “ainda acho pouco” — e ingressado no projeto Deep Western Orange Basin, na África do Sul. A companhia também adquiriu participações minoritárias em três blocos da Shell em São Tomé e Príncipe.

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Versão em português:

Patricia Xavier em São Paulo, pbernardino1@bloomberg.net

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Daniela Milanese, dmilanese@bloomberg.net

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