Bloomberg — A Novo Nordisk e a Anthropic trabalharão em conjunto para acelerar o desenvolvimento de medicamentos por meio da inteligência artificial (IA), um objetivo fundamental à medida que a Novo busca recuperar o atraso no competitivo mercado de tratamentos para a obesidade.
“A união de forças com a Anthropic impulsionará nossa organização de P&D”, afirmou o CEO da Novo, Mike Doustdar, em comunicado divulgado na quarta-feira (16), acrescentando que a farmacêutica tem a ambição de “tornar-se a empresa de saúde mais orientada para a inteligência artificial do mundo”.
Inicialmente, o departamento de P&D da Novo utilizará a plataforma Claude Science, da Anthropic, para resolver problemas científicos identificados pelos pesquisadores, nos quais se considera que as capacidades conjuntas das empresas terão maior impacto.
O objetivo é encurtar o caminho da pesquisa até o produto comercializado e, em última instância, utilizar a IA para encontrar “oportunidades científicas completamente novas”, segundo Doustdar.
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A Novo precisa de medicamentos de última geração para preencher uma lacuna iminente na receita, já que seus medicamentos para diabetes e obesidade — Ozempic e Wegovy — deverão enfrentar concorrentes genéricos nos Estados Unidos e na Europa no início da próxima década. No curto prazo, a empresa dinamarquesa também tenta recuperar participação de mercado da Eli Lilly & Co.
Os termos financeiros da cooperação não foram divulgados.
As ações da Novo permaneceram praticamente inalteradas durante a tarde em Copenhague. As ações caíram 15% neste ano.
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A parceria com a Anthropic ocorre meses depois que a Novo concordou em integrar a inteligência artificial da OpenAI em toda a empresa.
No início deste mês, a Anthropic revelou que algumas pessoas haviam utilizado o Claude de maneiras que poderiam apoiar o desenvolvimento de armas biológicas, embora tenha afirmado que os casos eram ambíguos e que a pesquisa poderia ter sido inofensiva.
A Novo afirmou que sua colaboração foi concebida com “uma governança de dados robusta e supervisão humana, ajudando a garantir que a IA seja aplicada de forma responsável”.
--Com a colaboração de Rachel Metz.
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