Para a Itaúsa, Aegea pode ser avaliada em mais de R$ 40,5 bilhões em eventual IPO

Holding de investimento das famílias Setubal e Villela detém cerca de 13% do capital da empresa de saneamento, que pode chegar à bolsa de valores até o início de junho

operação da Aegea
Por Matheus Piovesana
17 de Março, 2026 | 10:57 PM

Bloomberg — A Itaúsa, um dos acionistas da Aegea, afirmou esperar que a companhia de saneamento alcance um valor de mercado acima dos atuais R$ 40,5 bilhões em uma potencial oferta pública inicial de ações (IPO) nos próximos meses.

“Acreditamos que a empresa vale mais do que isso”, disse a diretora financeira da Itaúsa, Priscila Grecco, em entrevista à Bloomberg News na terça-feira (17), após o conglomerado divulgar os resultados do quarto trimestre.

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O Itaúsa (ITSA4), uma das maiores holdings de investimento do Brasil, com um portfólio avaliado em R$ 209,9 bilhões no final do ano passado, tem membros das famílias Setubal e Villela como acionistas controladores.

O grupo detém cerca de 13% do capital da Aegea, que pode chegar à bolsa de valores até o início de junho, disse o CEO do Itaúsa, Alfredo Setubal, mais cedo na terça-feira.

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Grecco também afirmou que a Aegea analisa adquirir uma participação na empresa estatal mineira de saneamento Copasa, vista como um “ativo interessante”.

A Itaúsa é um dos controladores do Itaú Unibanco, que viu suas ações subirem 45% no ano passado e que pagou dividendos recordes, o que impulsionou os pagamentos aos acionistas do Itaúsa.

O conglomerado também detém participações na fabricante de calçados Alpargatas, conhecida pelas sandálias Havaianas, e em empresas industriais e de energia.

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Com os custos de capital elevados no Brasil, a Itaúsa não tem planos imediatos para fazer novos investimentos, disse Grecco, embora continue analisando oportunidades.

“Precisamos de um nível de taxa de juros que torne viáveis novos investimentos”, disse ela.

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