Nubank tem lucro trimestral de US$ 1 bi pela primeira vez, com avanço da rentabilidade

Lucro líquido cresceu 67% em relação ao ano anterior e superou as expectativas de analistas, enquanto o retorno sobre o patrimônio líquido atingiu 33%; inadimplência acima de 90 dias subiu de 6,5% para 6,9%

Investidores acompanham a capacidade do Nubank de ampliar sua carteira sem prejudicar significativamente a qualidade do crédito. (Foto: Jonne Roriz/Bloomberg)

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Bloomberg Línea — As ações do Nubank (NU) subiram nas negociações após o fechamento do mercado, depois que o banco digital divulgou resultados trimestrais melhores do que o esperado, impulsionados por uma maior rentabilidade e pelo crescimento de seu negócio de crédito.

O relatório mostrou que o grupo continua transformando sua expansão comercial em maiores lucros, ao mesmo tempo em que aprofunda seu relacionamento com os clientes atuais. A empresa também destacou avanços no México, onde lançou oficialmente seu banco neste mês e atingiu 16 milhões de clientes em julho.

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As ações subiam 8,40% nas negociações após o fechamento do mercado.


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Lucro de US$ 1 bilhão

Os resultados são divulgados em um momento em que os investidores acompanham de perto a capacidade do Nubank de ampliar sua carteira sem prejudicar significativamente a qualidade do crédito.

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A evolução da inadimplência apresentou sinais contraditórios, embora a rentabilidade tenha atingido novas máximas.

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O lucro líquido foi de US$ 1,061 bilhão no segundo trimestre, um valor superado pela primeira vez pelo Nubank em um período de três meses, após um aumento de 67% em relação ao mesmo período do ano anterior.

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Além disso, o resultado superou os US$ 949,6 milhões esperados pelos analistas. Em comparação com o primeiro trimestre, o lucro cresceu 17%.

A receita contábil atingiu US$ 5,513 bilhões, superando os US$ 5,375 bilhões previstos pelo consenso da Bloomberg. O valor registrou um aumento de cerca de 50% em relação ao mesmo período do ano anterior.

“Atualmente, estamos gerando mais de US$ 1 bilhão em lucro líquido trimestral”, afirmou David Vélez, fundador e CEO global do Nubank, no comunicado de resultados.

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Vélez também destacou a expansão internacional da empresa. “No início deste mês, lançamos nosso banco no México, tornando-nos o maior banco digital do país, com 16 milhões de clientes”, afirmou.

A rentabilidade também melhorou. O retorno sobre o patrimônio líquido, ou ROE, fechou o trimestre em 33%, contra 29% no primeiro trimestre e 28% registrados um ano antes.

Base de clientes

O crescimento foi acompanhado por um aumento na atividade dos clientes. O Nubank conquistou cerca de quatro milhões de usuários durante o trimestre e encerrou junho com cerca de 139 milhões em todo o mundo, um aumento de 13% em relação ao ano anterior.

O Brasil continua sendo o principal mercado da empresa, com quase 118 milhões de clientes. No entanto, o Nubank acelerou sua expansão internacional, especialmente no México, onde atingiu 15,8 milhões de usuários no final do trimestre e chegou a 16 milhões em julho.

“No início deste mês, lançamos nosso banco no México, tornando-nos o maior banco digital do país, com 16 milhões de clientes”, afirmou Vélez.

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A empresa acredita que se tornar um banco de grande porte no México lhe permitirá ampliar sua oferta para além do crédito. O Nubank já atinge 16,5% da população adulta mexicana e destacou que seus clientes no país estão gerando receita mais rapidamente do que os brasileiros em uma fase comparável de expansão.

Na Colômbia, o Nubank ultrapassou os 5 milhões de clientes e encerrou o trimestre com US$ 3,3 bilhões em depósitos. O mercado mantém um ritmo constante de captação de usuários, segundo a empresa.

A carteira total de cartões e empréstimos aumentou 37% em relação ao ano anterior, atingindo US$ 39 bilhões. Os depósitos, outro elemento importante para financiar essa expansão, cresceram 18% e atingiram US$ 45,3 bilhões.

Qualidade do crédito

A qualidade do crédito apresentou sinais contraditórios. A inadimplência entre 15 e 90 dias caiu para 4,8%, ante 5% no trimestre anterior, enquanto os empréstimos com atrasos superiores a 90 dias aumentaram para 6,9%, ante 6,5%.

O Nubank atribuiu grande parte desse aumento a fatores sazonais. Ao mesmo tempo, o custo do crédito diminuiu 9% em relação ao primeiro trimestre, apesar de a empresa continuar se expandindo deliberadamente para segmentos de crédito de maior risco e potencial de retorno.

A inteligência artificial também ocupa um espaço cada vez maior na estratégia do banco. O Nubank informou que seu modelo NuFormer já participa de decisões relacionadas a crédito, atendimento ao cliente e crescimento, utilizando mais de uma década de dados transacionais.

Segundo a empresa, agentes de inteligência artificial já gerenciam mais de 60% das conversas de atendimento ao cliente no Brasil, com um desempenho que o Nubank considera igual ou superior ao de um ser humano.

A reação positiva das ações refletiu o foco dos investidores no crescimento dos lucros, na melhoria da rentabilidade e no avanço do negócio de crédito, enquanto o Nubank tenta transferir para o México parte do modelo que impulsionou sua expansão no Brasil.

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