Guerra no Irã eleva custos da Heineken e pressiona preços ao consumidor

Cervejaria repassa entre 70% e 80% da inflação em mercados da Ásia e busca ganhos de produtividade para compensar o restante do aumento dos insumos, disse o presidente para a Ásia-Pacífico, Jacco van der Linden à Bloomberg TV

Cervejaria aproveita a crescente demanda na Ásia, na África e em outras economias em desenvolvimento para compensar a fraqueza na Europa e nas Américas (Foto: Kiyoshi Ota/Bloomberg)
Por John Boudreau - Haslinda Amin
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Bloomberg — O aumento dos custos com combustível, provocado pela guerra no Irã, está elevando os custos de produção da Heineken na Ásia, segundo o presidente para a Ásia-Pacífico, Jacco van der Linden.

“Vemos isso se refletindo em nossos custos de insumos, principalmente na Ásia”, afirmou ele em entrevista à Bloomberg TV na segunda-feira (28). “Na Ásia, dependemos mais do petróleo proveniente do Oriente Médio e as reservas são um pouco menores.”

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A cervejaria holandesa está repassando cerca de 70% a 80% da inflação aos consumidores, ao mesmo tempo em que conta com uma produtividade mais eficiente para absorver o restante, disse Van der Linden.

“Os custos dos insumos estão subindo e, portanto, a produtividade — mas também a gestão de receitas — estão se tornando cada vez mais importantes para nós”, afirmou ele.


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Os custos mais elevados surgem em um momento em que as cervejarias em todo o mundo enfrentam consumidores que estão bebendo menos e cujos gostos estão mudando, inclusive em direção a bebidas mais saudáveis.

A Heineken ficou atrás de suas rivais AB InBev e Carlsberg na recuperação dos negócios após a recessão pós-Covid. O novo diretor executivo, Rafael Oliveira, o primeiro executivo de fora da empresa a liderar a Heineken, herdará vendas estagnadas na Europa e nos EUA quando assumir o comando em outubro.

Isso torna o crescimento nos mercados emergentes cada vez mais importante.

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A Heineken está aproveitando a crescente demanda na Ásia, na África e em outras economias em desenvolvimento para compensar a fraqueza na Europa e nas Américas. Os volumes aumentaram 13% na Ásia-Pacífico e 3,5% na África e no Oriente Médio no segundo trimestre, enquanto caíram 4,1% nas Américas.

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A Heineken precisa continuar investindo na Ásia, na África e na América Latina e promover mais produtos premium para compensar as vendas mais fracas em seus mercados maduros, de acordo com o analista da Bloomberg Intelligence, Ignacio Canals Polo. O Vietnã e o México “mostram como a estratégia pode funcionar”, escreveu ele em uma nota de pesquisa de 10 de setembro.

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A empresa está se concentrando em mercados-chave em crescimento — particularmente aqueles na Ásia, como Vietnã, Índia e China, onde os consumidores preferem cervejas mais leves —, afirmou Van der Linden.

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