Guinness e Smirnoff Ice impulsionam vendas da Diageo e reforçam aposta do novo CEO

Alta de 1,4% nas vendas orgânicas do trimestre supera expectativas e é vista como indício de que a estratégia de Dave Lewis colocou o grupo no caminho certo depois de ele eliminar mais de 6% da força de trabalho, simplificar a gestão e priorizar marcas mais acessíveis

Guinness
Por Jennifer Creery
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Bloomberg — A Diageo registrou um aumento inesperado nas vendas trimestrais, o que representou um impulso inicial para o plano de recuperação do CEO Dave Lewis para a destilaria britânica.

As vendas líquidas orgânicas aumentaram 1,4% nos três meses encerrados em setembro, informou na quinta-feira (5) a fabricante do uísque Johnnie Walker, contrariando as expectativas dos analistas de uma queda.

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Os ganhos em todas as outras regiões superaram a fraqueza persistente na América do Norte, com a cerveja Guinness e a bebida pronta para consumo à base de vodca Smirnoff Ice apresentando desempenho particularmente bom. A Diageo manteve inalterada sua previsão de crescimento estável das vendas líquidas para este ano.

“Após um período prolongado de incerteza e inconsistência, esses resultados devem ser vistos como um indício inicial de que a nova estratégia da Diageo colocou o grupo no caminho certo”, escreveu Simon Hales, analista do Citi, em uma nota.


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As ações subiram até 5,2% no início do pregão em Londres, o maior ganho intradiário desde agosto. Elas registraram alta de cerca de 13% neste ano até o fechamento desta quarta-feira (4).

Lewis está baseando a reestruturação da empresa na redução de custos e na promoção de marcas mais acessíveis. Desde que assumiu o comando em janeiro, ele eliminou cerca de 2.000 postos de trabalho, ou mais de 6% da força de trabalho global da empresa, ordenou que as equipes encontrassem economias adicionais e introduziu uma estrutura de gestão simplificada.

Ex-diretor da rede de supermercados britânica Tesco, Lewis também promoveu uma série de mudanças na diretoria, incluindo a nomeação de sua ex-colega da Tesco, Joanne Wilson, como diretora financeira. Wilson atua atualmente como CFO da agência de publicidade WPP e substituirá Nik Jhangiani no próximo ano.

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Lewis afirmou que os resultados do primeiro trimestre fiscal representam “um pequeno passo na direção certa”. Ele alertou que o mercado em geral “continua desafiador”, em parte devido ao conflito no Oriente Médio e seu impacto sobre a energia, o abastecimento e a distribuição.

A Diageo e suas concorrentes enfrentam uma queda prolongada na demanda em seus mercados-chave nos Estados Unidos e na Europa. Os orçamentos familiares pressionados pela inflação colidiram com uma tendência de moderação no consumo de bebidas, à medida que os consumidores buscam melhorar sua saúde, enquanto a guerra no Oriente Médio tem onerado tanto as empresas quanto os consumidores.

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Lewis havia afirmado anteriormente que sua estratégia de recuperação seria impulsionada pela resolução de questões internas, em vez de aquisições ou alienações em grande escala. Ele também identificou um excesso de investimento na capacidade da cadeia de suprimentos, o que gerou custos adicionais sem proporcionar o crescimento esperado.

A Diageo também se beneficiou, no último trimestre, de um crescimento de dois dígitos na divisão que inclui a East Africa Breweries. A empresa concordou em vender sua participação majoritária na EABL para a japonesa Asahi no ano passado.

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