Bloomberg — A Didi Global voltou a registrar prejuízo no último trimestre, depois que a líder chinesa de serviços de carona intensificou os investimentos enquanto lutava contra novos rivais como a Meituan no exterior.
A empresa registrou um prejuízo líquido de 338 milhões de yuans (US$ 49 milhões) no trimestre encerrado em dezembro. A receita aumentou mais de 10%, e reflete o ao crescimento em novos mercados internacionais, incluindo o Brasil e o México.
Os volumes de transações nos segmentos chinês e internacional da empresa atingiram novos patamares, disse o CEO Cheng Wei em uma declaração de resultados.
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Conhecida como uma das rivais do Uber na China, a Didi estreou na Bolsa de Valores de Nova York em 2021, mas logo atraiu a atenção do órgão regulador do ciberespaço, que abriu uma investigação sobre as práticas de segurança de dados da empresa antes de suspender seu aplicativo.
A empresa acabou sendo retirada da lista principal e agora é negociada apenas no mercado de balcão nos EUA. A companhia informou que pretende se listar na bolsa de valores de Hong Kong, embora nunca tenha definido um cronograma formal.
A Didi relançou seus aplicativos em 2023, depois que a China encerrou a investigação, e registrou lucros na maior parte dos últimos dois anos.
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Recentemente, teve um prejuízo no trimestre de junho devido a um encargo único envolvendo um processo judicial de acionistas envolvendo seu IPO de 2021.
A empresa também avançou em seu negócio de robotáxis com veículos autônomos implantados em algumas cidades chinesas.
“Continuaremos a aumentar nosso investimento em pesquisa, desenvolvimento e operações de direção autônoma”, disse o CEO no comunicado de sexta-feira.
O que diz a Bloomberg Intelligence
A intensa rivalidade no mercado de entrega de alimentos do Brasil continua sendo um fator de risco em 2026, refletindo a entrada da Meituan no mercado em outubro de 2025.
A melhoria da alavancagem operacional no negócio de transporte de passageiros da DiDi na China deve ajudar a elevar o Ebita do grupo em cerca de três vezes entre 2025 e 2027, sustentado por uma perspectiva regulatória estável, menores perdas no exterior e ganhos com a racionalização do portfólio.
O aumento previsto no lucro não depende de uma implementação bem-sucedida do robotáxi, que ainda enfrenta riscos tecnológicos, regulatórios e comerciais substanciais.
Embora a China esteja bem posicionada como líder global no desenvolvimento de tecnologia de direção autônoma, acreditamos que a implantação em massa de robotáxis continua sendo uma perspectiva distante.
- Robert Lea e Jasmine Lyu, analistas
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