Galapagos vê ‘fit’ com público da JHSF e abre casa de arte no mall do Boa Vista

Batizado de Galapagos Capital Art House, local funciona com contrato de naming rights de três anos. ‘Nossa expectativa é puramente de branding’, disse Arnaldo Curvello, sócio da Galapagos Capital à Bloomberg Línea

A Galapagos está assumindo os naming rights da casa de arte localizada dentro do complexo CJ Boa Vista Village, da JHSF, em Porto Feliz, interior de São Paulo.   A Galapagos Capital Art House, como será nomeada, é um espaço cultural que será inaugurado em 30/05, com curadoria de Fernanda Ingletto, da 2 Art Lovers.

Bloomberg Línea — A 100 km da capital paulista, na região de Sorocaba, Porto Feliz ainda preserva colinas verdes, pastos e silêncio. Foi ali que a JHSF (JHSF3) ergueu o Complexo Boa Vista, formado por três projetos (Fazenda Boa Vista, Boa Vista Estates e Boa Vista Village), com direito a heliponto, um dos mais movimentados do país.

Deste trio, o Boa Vista Village concentra o centro social e comercial do condomínio de luxo: campo de golfe, lagos, restaurantes, hotel e lojas. Agora esse enclave de grandes fortunas ganha uma casa de arte dentro do novo mall.

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A Galapagos Capital inaugura o espaço neste sábado (30). Batizado de Galapagos Capital Art House, o local funciona com contrato de naming rights de três anos. Não há aluguel. O valor do investimento é confidencial. Também não existe meta de captação.


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A casa de arte é uma das atrações do CJ Boa Vista Village, o shopping que a JHSF abre ao público no domingo (31) e que estende a bandeira Cidade Jardim ao interior de São Paulo. São mais de 14 mil metros quadrados de área bruta locável, 68 lojas e 17 quiosques, com acesso ao hotel Boa Vista Surf Lodge e às residências do Village.

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“Há um fit de marca com o Boa Vista e com a JHSF, e o público dali conversa com a nossa marca. Nossa expectativa é puramente de branding”, diz Arnaldo Curvello, sócio da área de Wealth Management da Galapagos Capital, em entrevista à Bloomberg Línea.

Não há cliente a converter nem retorno a contabilizar, segundo ele. O que se mede é a presença da marca, e o cheque sai do orçamento de marketing, não do de captação.

Também não houve disputa pelo nome. “Leilão, certamente não, senão a gente teria participado”, afirma.

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Na leitura de Curvello, a JHSF procurou aderência antes de preço. “Quando você busca um naming right, não é só a questão financeira. É ter alguém que faça sentido dentro do projeto da Fazenda Boa Vista”.

Boa Vista Village não fica dentro da Fazenda Boa Vista, como está no seu texto. Os empreendimentos Fazenda Boa Vista, Boa Vista Village e Boa Vista Estates fazem parte do Complexo Boa Vista.

Para a Galapagos, é a estreia em naming rights. A companhia paga para aparecer, mas não opina sobre o que se vê. A curadoria é de Fernanda Ingletto, da 2 Art Lovers, que tem liberdade para definir o programa, e as obras não pertencem à Galapagos.

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A mostra de estreia, “Agora: Depois do passado, antes do futuro”, aproxima o modernismo do que se produz hoje, com peças de galerias como Fortes D’Aloia & Gabriel, Simões de Assis, Leme, Estação, Galatea e Gomide & Co. O calendário prevê duas exposições até o fim do ano, mais premiações e ativações, para moradores e visitantes do complexo.

Público da Galáticos

Sobre quem deve frequentar o lugar, Curvello prefere não enquadrar. “É difícil definir e, principalmente, rotular o público de um lugar. Você tem diversos públicos”, diz.

Ainda assim, dá para nomear quem circula por ali: advogados e celebridades, um mundo que a Galapagos já frequenta por outra via. O grupo é sócio da Galáticos Capital, multi-family office criado em 2024 com a R9 Gestão Patrimonial, do ex-jogador de futebol Ronaldo Nazário, e Gabriel Jesus, atleta do Arsenal, da Inglaterra, que juntos gerem o patrimônio de dezenas de atletas.

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“É o veículo pelo qual atendemos esse público de celebridades e de personalidades do esporte”, afirma.

Daí a recusa ao rótulo de gestora. A Galapagos se apresenta como companhia de investimentos, com escritórios em Miami e Genebra, além das 11 unidades no Brasil.

O grupo reúne mais de 400 profissionais, mais de 50 mil investidores e cerca de R$ 40 bilhões sob gestão, somando asset, wealth e investment solutions. “Seria simplificar muito chamar a Galapagos só de gestora”, diz.

Campo de golfe de 18 buracos da Fazenda Boa Vista, no interior de São Paulo

O wealth é um dos pilares, ao lado do banco de investimento, com fusões, aquisições e estruturação de crédito. Cultura, acrescenta, já é linha de orçamento, e o modelo pode se repetir onde houver afinidade de marca.

O portfólio da JHSF abre caminho. A incorporadora lançou em 2025 a Fazenda Santa Helena em Bragança Paulista, que repete a fórmula da Boa Vista, e mantém o que a empresa chama de “ecossistema de alta renda”.

Nele cabem o aeroporto privado Catarina, em São Roque, em que Ronaldo Fenômeno e seus amigos costumam pousar e decolar de jatinhos. Além disso, a JHSF mantém os shoppings Cidade Jardim e Shops Jardins na capital e está presente na hotelaria de luxo e a gastronomia em parceria com o Fasano, além de projetos como o São Paulo Surf Club.

Vista aérea do campo de golfe e áreas residenciais da Fazenda Boa Vista em Porto Feliz

A casa de arte é mais um ponto dessa rede de elite. Se a Galapagos vai seguir a incorporadora pelos demais endereços, Curvello não adianta. “Não tem nada nesse momento para especular. Isso não quer dizer que a gente não possa estar presente em outros empreendimentos da JHSF”, disse Curvello, desde que faça sentido para os dois lados.

Para a JHSF, o mall reforça a fatia de renda recorrente do grupo. As operações anunciadas incluem Louis Vuitton, Pucci e Trussardi. James Perse e Fusalp estreiam na América Latina no CJ Boa Vista Village, segundo nota da incorporadora.

A gastronomia reúne Pobre Juan, Empório Varanda e Fresco Gelato. No centro do shopping, um carrossel funciona de graça, e o conjunto abriga ainda a Igreja Nossa Senhora das Graças, com 1.200 metros quadrados e lugar para 583 pessoas.

O projeto arquitetônico do mall é assinado por Pablo Slemenson, com design de interiores de Sig Bergamin e Murilo Lomas e paisagismo de Maria João d’Orey.

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