Ex-executiva do Tinder recorre a cupidos voluntários para formar casais em novo app

Rivet, ainda restrito a usuários nos EUA, segue tendência do app Core e permite a avaliação por desconhecidos de compatibilidades entre usuários; fundadora Taru Kapoor defende a ideia de terceirizar a formação de pares para uma comunidade de voluntários

Em vez de deslizar perfis, usuários do Rivet recebem pares avaliados por "matchers" voluntários; startup de Nova York captou US$ 10,5 milhões em rodada seed
Por Samantha Kelly
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Bloomberg — Uma ex-executiva do Tinder lançou um novo aplicativo de relacionamento que convida a comunidade a votar na compatibilidade entre desconhecidos, dando um novo rumo à paquera num momento em que os solteiros estão cansados de deslizar o dedo em páginas de perfis.

O Rivet, que inaugurou o serviço para usuários dos Estados Unidos na quinta-feira (24), conta com um grupo de matchers voluntários que avaliam se duas pessoas podem ser compatíveis.

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A ideia é priorizar a qualidade das conexões em vez da quantidade, oferecendo a quem procura um par apenas algumas opções pré-selecionadas por vez, disse a fundadora e CEO, Taru Kapoor, em entrevista à Bloomberg News. Isso pode incluir pretendentes que fogem das preferências habituais do usuário.


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“Ele revela muitas pessoas que você talvez deixasse passar, principalmente porque, quando você está deslizando por umas 200 pessoas no Bumble ou no Hinge, fica cada vez mais rápido, mais transacional e mais propenso a julgar”, disse Kapoor, que passou oito anos no Tinder e foi gerente-geral de vários mercados asiáticos.

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As empresas de aplicativos de relacionamento vêm fazendo mudanças importantes em seus produtos na tentativa de reconquistar os solteiros que relataram esgotamento. A Bumble e o Tinder, do Match Group, promovem encontros presenciais para tirar as pessoas do app e manter os usuários engajados.

A Bumble também adicionou uma ferramenta de formação de pares com inteligência artificial como alternativa a deslizar perfis e agora permite que os homens também deem o primeiro passo, e não só as mulheres.

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Com sede em Nova York, o Rivet, que captou US$ 10,5 milhões em uma rodada seed e vinha sendo testado em mercados selecionados, está disponível para iOS e Android. Embora a adesão seja gratuita, alguns recursos são pagos, como a possibilidade de mandar mensagem para alguém antes de a combinação entre os usuários tenha sido avaliada pela comunidade.

A plataforma parte da premissa de que reunir a sabedoria de um grupo ajuda a neutralizar vieses individuais e a obter melhores resultados.

Os usuários preenchem seus perfis com informações sobre o que procuram, e o algoritmo sugere possíveis pares. Os matchers então analisam os dois perfis e votam, o que gera uma nota composta de compatibilidade. Os pares com nota alta formam um match e podem decidir começar a conversar.

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“É muito fácil para a maioria de nós olhar para um amigo que talvez esteja namorando a pessoa errada e perguntar: ‘Por quê?’”, disse Kapoor. “A maioria dos seres humanos, na verdade, é muito boa em ler as outras pessoas.”

As pessoas também tendem a ser “mais objetivas e racionais”, acrescentou ela, quando observam de fora a vida de outra pessoa.

O Rivet não é a primeira plataforma de relacionamento a terceirizar a formação de pares para uma comunidade de voluntários.

No ano passado, a estrela de reality show Bethenny Frankel lançou o Core, em que os usuários recebem sugestões de pares selecionadas por outros participantes. Não está claro se alguma dessas plataformas alternativas tem chance de atrair um grande número de usuários.

O app de Kapoor tenta se destacar com um recurso de visualização com inteligência artificial que combina pares de fotos, ajudando os usuários a avaliar lado a lado a sintonia de estilo e a compatibilidade de altura.

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“Humanos apresentando humanos é a tecnologia mais antiga”, disse Kapoor. “Muita gente está recorrendo a serviços de formação de pares, ou seja, à curadoria humana, mais do que antes, mas isso é muito caro. Se você pode pagar US$ 20 mil a um casamenteiro, ótimo. Mas, se não pode, que tal eu te oferecer vários matches diferentes de graça?”

O Rivet tenta, de diferentes maneiras, transformar a experiência em jogo para convencer as pessoas a voltar. Os matchers podem ganhar “moeda de karma” quando formam pares bem-sucedidos, que pode ser trocada por vantagens no perfil, apresentações diretas, recompensas em dinheiro ou vales-presente. (A possibilidade de abordar alguém sem ter dado match custa 1.000 pontos de karma por mensagem. Um pacote de 3.000 pontos de karma custa US$ 9,99.)

O app também inclui recursos como rankings semanais dos melhores matchers, eventos ao vivo e promoções que cobrem metade do custo de um primeiro encontro.

“As pessoas podem entrar no app e encontrar eventos sociais de match acontecendo ao vivo, com um apresentador e um casal na tela”, disse ela. “Muita gente participa, e aí o público faz perguntas. Estamos trazendo essa energia de, de certa forma, transformar a plateia no seu cupido.”

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