Equatorial avalia participar na venda da Copasa mesmo sem a Sabesp, dizem fontes

Segundo pessoas que falaram com a Bloomberg News, conglomerado de serviços públicos ainda avalia se apresentará uma proposta com outros parceiros ou mesmo sozinha depois da desistência da Sabesp

Copasa
Por Cristiane Lucchesi - Rachel Gamarski - Barbara Nascimento

Bloomberg — A Equatorial (EQTL3) avaliar participar do processo de privatização da Copasa, empresa brasileira de saneamento básico pertencente ao governo de Minas Gerais, mesmo após a desistência da Sabesp (SBSP3), que era sua parceira no consórcio, segundo pessoas familiarizadas com o assunto que falaram com a Bloomberg News.

O conglomerado de serviços públicos Equatorial planejava apresentar uma proposta conjunta com a Sabesp para se tornar um investidor estratégico na Copasa, disseram as pessoas.

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Agora que a Sabesp desistiu, a Equatorial ainda avalia se apresentará uma proposta com outros parceiros ou mesmo sozinha, afirmaram as pessoas. As empresas têm até 25 de maio para apresentar suas propostas, de acordo com o cronograma oficial da privatização.


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O Valor Econômico noticiou na quarta-feira (20) que a Sabesp desistiu de participar do processo de privatização da Copasa.

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A Sabesp não quis comentar. A Equatorial, que detém participação na Sabesp, não respondeu a um pedido de comentário.

Leia também: Copasa começa a receber ofertas para privatização em 21 de maio, dizem fontes

A Aegea também está demonstrando interesse na aquisição da Copasa, disseram fontes familiarizadas com o assunto anteriormente.

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Ações da Equatorial (EQTL3)

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De acordo com o plano de privatização, o controle da Copasa será vendido em uma oferta pública na qual o estado de Minas Gerais poderá reter no máximo 5% da empresa, conforme comunicado da companhia.

Atualmente, o estado detém 50,03%, segundo o site da empresa. Somente o estado venderá ações na oferta, podendo reter uma chamada “Golden Share”, que concede ao seu titular alguns direitos de veto.

Um “investidor de referência/estratégico” poderá adquirir 30% da empresa antes da oferta pública, com a possibilidade de o mesmo investidor adquirir mais ações no mercado durante a oferta pública, com um máximo de 45% dos direitos de voto, de acordo com o comunicado.

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