Bloomberg — A gestora de investimentos em infraestrutura I Squared Capital é uma das empresas que avançaram para a segunda fase do processo de aquisição de um porto de US$ 5 bilhões no Brasil, pertencente ao Grupo Trafigura e ao Mubadala Capital, segundo pessoas familiarizadas com o assunto que falaram com a Bloomberg News.
Também avançaram para a segunda fase um grupo formado pela produtora de minério de ferro Vale (VALE3) e pela siderúrgica Gerdau, além da M Resources, empresa de logística com sede em Brisbane, Austrália, disseram as pessoas, que pediram para não serem identificadas porque as negociações são privadas.
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A gigante de trading Trafigura e o Mubadala, braço de investimentos do fundo soberano de Abu Dhabi, adquiriram uma participação majoritária no complexo do Rio de Janeiro em 2014 da MMX Mineração & Metálicos, um dos empreendimentos de mineração do ex-bilionário Eike Batista.
O Porto Sudeste embarcou um volume recorde de 27,8 milhões de toneladas de minério de ferro em 2025, um aumento em relação aos 21,9 milhões de toneladas em 2024, mas ainda abaixo de sua capacidade de cerca de 50 milhões de toneladas, segundo seu último balanço financeiro.
Representantes da I Squared, da Gerdau e da Trafigura não comentaram. Porto Sudeste, Mubadala e M Resources não responderam aos pedidos de comentários.
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A Vale remeteu a um comunicado de 30 de abril no qual afirmou que “avaliações de oportunidades de investimento são exercidas no curso regular de suas atividades, à luz de suas prioridades estratégicas”, acrescentando que a empresa “seguirá a manter o mercado informado tempestivamente sobre qualquer fato relevante resultante dessa prospecção ou a respeito de seus negócios”.
O porto é um importante centro logístico que oferece às mineradoras brasileiras uma rota para os mercados internacionais, especialmente no Sudeste Asiático.
Possui capacidade ociosa para aumentar suas exportações de minerais e está ligada por ferrovia ao estado de Minas Gerais, uma das principais regiões produtoras de minério de ferro.
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