Bloomberg — A Braskem e sua nova acionista controladora, a IG4 Capital, enfrentam dificuldades para obter o apoio de um número suficiente de credores para avançar com uma proposta de reestruturação extrajudicial, em meio a divergências sobre tratamento desigual e garantias, segundo pessoas familiarizadas com o assunto.
A companhia petroquímica ainda não conseguiu reunir apoio suficiente para atingir o quórum legal exigido para a chamada recuperação extrajudicial, que pretendia solicitar até julho, disseram as pessoas à Bloomberg News, que pediram anonimato por se tratar de informações confidenciais.
A falta de um acordo aumentaria as chances de a empresa buscar proteção judicial emergencial contra credores, acrescentaram.
Os credores resistem ao plano apresentado pela Braskem porque ele resultaria em tratamento desigual entre diferentes instrumentos da estrutura de capital da companhia, segundo as fontes.
Detentores de títulos com vencimentos mais curtos receberiam condições mais favoráveis — e, portanto, sofreriam um desconto implícito menor — do que credores com exposições em dívidas de prazo mais longo.
Alguns credores também levantaram preocupações sobre as garantias oferecidas e a ausência de uma opção de conversão de dívida em participação acionária, acrescentaram.
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Os detentores da dívida também reclamam que os acionistas da Braskem não estão aportando novos recursos na companhia, disseram as fontes.
A Petrobras, estatal brasileira de petróleo, detém uma participação minoritária relevante na Braskem, enquanto a IG4 assumiu recentemente o controle da participação da Novonor.
Tanto a Petrobras quanto a IG4 têm demonstrado resistência a injetar capital novo, o que, na avaliação dos credores, estaria relacionado ao receio de medidas que possam diluir suas participações, segundo as fontes.
A Braskem e a IG4 se recusaram a comentar. A Petrobras não respondeu aos pedidos de comentário.
A Braskem viu sua posição de caixa encolher após o desastre ambiental em uma de suas minas de sal e anos de preços deprimidos no setor petroquímico.
Leia também: O próximo desafio da IG4: reestruturar US$ 25 bilhões em dívidas de Braskem e Raízen
A companhia apresentou aos credores um plano de reestruturação que inclui extensão dos vencimentos da dívida, redução dos pagamentos de cupons e ampliação dos períodos de carência, disse uma pessoa familiarizada com o assunto no início deste mês.
O plano não prevê aporte de capital nem conversão de dívida em ações, acrescentou.
A gigante petroquímica brasileira precisa do apoio de um terço de seus credores para iniciar um processo de recuperação extrajudicial.
A Braskem e a IG4 se recusaram a comentar. A Petrobras não respondeu aos pedidos de comentário.
A Braskem viu seu caixa diminuir após um desastre ambiental em uma de suas minas de sal, além de vários anos difíceis de preços baixos no setor petroquímico.
A empresa apresentou aos credores um plano de reestruturação que inclui prorrogação do vencimento da dívida, redução dos pagamentos de cupons e mais períodos de carência, afirmou uma fonte a par do assunto no início deste mês.
O plano não inclui injeção de capital nem conversão de dívida em ações, afirmaram.
A gigante petroquímica brasileira precisa do apoio de um terço de seus credores para iniciar um processo de reestruturação extrajudicial.
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