Bloomberg Línea — O Ibovespa (IBOV) fechou nesta quinta-feira (13) em queda, destoando do desempenho em Nova York que levou o S&P 500 a um nível recorde.
A sessão no Brasil foi marcada pela divulgação de uma série de balanços, enquanto investidores avaliam o risco eleitoral sobre os ativos brasileiros.
O principal índice da B3 caiu 0,23%, aos 167.101 pontos, no oitavo pregão consecutivo de perdas. Desde 3 de agosto, o Ibovespa perdeu 6,12%. Enquanto isso, o dólar avançou 0,15% nesta quinta, a R$ 5,1859.
Sabesp (SBSP3) e Banco do Brasil (BBAS3) estiveram entre as maiores pressões negativas em pontos sobre o índice, ao lado de Equatorial (EQTL3), após a divulgação de seus resultados trimestrais.
As ações da Sabesp recuaram 7,04% depois que a companhia reportou lucro líquido de R$ 1,46 bilhão no segundo trimestre, queda de 31,4% em relação a um ano antes.
O resultado ficou abaixo do esperado por analistas consultados pela Bloomberg, de R$ 1,63 bilhão. A receita líquida da companhia somou R$ 10,2 bilhões, alta de 13,9% na comparação anual, acima da estimativa de R$ 6,26 bilhões.
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O Banco do Brasil caiu 4,16%. A instituição segue pressionada pela inadimplência no agronegócio, que subiu para 6,27% no segundo trimestre, ante 2,76% um ano antes.
O lucro líquido do banco no semestre somou R$ 7,3 bilhões, queda de 34,2% frente ao mesmo intervalo de 2025, embora tenha havido recuperação na comparação trimestral.
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O destaque negativo do pregão, porém, ficou com Hapvida (HAPV3), que afundou 33,09% após reportar um balanço considerado fraco pelo mercado.
A operadora de saúde teve lucro líquido ajustado de R$ 12,5 milhões no segundo trimestre, tombo de 95,8% em relação ao mesmo período do ano passado, enquanto o Ebitda ajustado somou R$ 504,4 milhões, recuo de 44,3% na comparação anual.

Na direção oposta, Rede D’Or (RDOR3) avançou 6,31% e foi um dos principais destaques positivos no índice. A rede de hospitais reportou lucro líquido ajustado de R$ 1,3 bilhão no segundo trimestre, alta de 8,5% na comparação anual, com Ebitda de R$ 2,9 bilhões, crescimento de 18,2%, e receita líquida de R$ 14,9 bilhões, avanço de 5,6%.
Entre as demais altas, MRV (MRVE3) saltou 14,29% mesmo após reportar prejuízo líquido de R$ 626,6 milhões no trimestre, enquanto CSN (CSNA3) subiu 5,56%, apesar de registrar seu décimo prejuízo trimestral consecutivo, de R$ 773 milhões, quase seis vezes maior do que um ano antes.
A Cogna (COGN3) avançou 7,88% após a receita líquida superar as estimativas do mercado, e Braskem (BRKM5) subiu 2,69%, recuperando parte da forte queda da véspera. A petroquímica avalia pedir recuperação extrajudicial em agosto, segundo a Reuters.
No exterior, o S&P 500 fechou em nível recorde após o índice de preços ao produtor (PPI) dos EUA ficar estável em julho ante uma alta de 0,2% esperada pelo mercado, reforçando as apostas de que o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) deve manter os juros inalterados na reunião de setembro.
As probabilidades precificadas pelo mercado para uma alta de juros no mês que vem caíram para menos de 40%, segundo a Bloomberg News. Ainda assim, os Estados Unidos venderam títulos de 30 anos à maior taxa em 25 anos, reflexo da demanda dos investidores por mais prêmio para financiar o déficit americano.
— Com informações da Bloomberg News
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