Bloomberg Línea — As economias mais desenvolvidas do mundo são também as mais bem preparadas para o turismo, de acordo com o Índice de Desenvolvimento de Viagens e Turismo 2026 (TTDI, na sigla em inglês) do Fórum Econômico Mundial.
O índice avalia pilares que abrangem desde infraestrutura, segurança e conectividade até recursos naturais e culturais, políticas turísticas e sustentabilidade.
O Japão ocupou o primeiro lugar mundial em desenvolvimento de viagens e turismo, seguido pelos Estados Unidos e pela Espanha.
⟶ Assine as newsletters da Bloomberg Línea e receba as notícias do dia em primeira mão no e-mail.
O Fórum Econômico Mundial destaca que o Japão transformou uma gestão eficaz do turismo e bases sólidas em uma vantagem de longo prazo para o setor.
Em seguida vêm a Austrália, a França, a Alemanha, o Reino Unido, a China, a Suíça e a Itália.
Na América Latina, os melhores países no ranking do Índice de Desenvolvimento de Viagens e Turismo (TTDI) foram:
- Brasil (32º lugar no ranking mundial)
- Chile (35)
- México (41)
- Argentina (48)
- Costa Rica (51)
- Colômbia (54)
- Peru (64)
- Panamá (65)
- República Dominicana (66)
- Uruguai (71)
Entre 2024 e 2026, 92% das 110 economias analisadas pelo Fórum Econômico Mundial melhoraram sua pontuação no relatório.
Além disso, as notas médias aumentaram 2,1%, o ritmo de melhoria mais rápido desde 2019.
Leia também: Brasileiros retomam viagens à Argentina e mudam perfil do turismo em Buenos Aires
“Os maiores avanços foram observados nas atrações culturais, na infraestrutura e nos serviços turísticos, bem como na conectividade aérea, o que reflete a solidez dos ativos e sistemas que sustentam o crescimento do turismo”, destacou o Fórum Econômico Mundial (WEF, na sigla em inglês).
Boas perspectivas
Para os autores do relatório, as condições para o desenvolvimento do turismo estão em “seu melhor momento desde a pandemia”.
Em 2025, o Fórum Econômico Mundial (WEF) destaca que houve um recorde de 1,5 bilhão de viagens de turistas internacionais.
“Os ativos turísticos, a conectividade e a capacidade de acolhimento de visitantes continuam se fortalecendo em grande parte do mundo”, afirmou o WEF.
O crescimento foi mais acentuado no Oriente Médio e na África, enquanto a região da Ásia-Pacífico continuou a diminuir a diferença em relação aos níveis de viagens anteriores à pandemia, segundo o relatório.
No que diz respeito aos desafios, o WEF menciona as pressões sobre a acessibilidade, as lacunas de investimento, as limitações de mão de obra e os desafios de sustentabilidade.
Uma das conclusões é que os preços relacionados a viagens e turismo têm aumentado mais rapidamente do que a inflação em muitas economias.
Isso, segundo o WEF, contribuiu para uma redução da competitividade de preços em três quartos das economias classificadas pelo TTDI entre 2024 e 2026.
Outro aspecto relevante é que o crescimento do turismo não se traduz automaticamente em benefícios mais amplos.
De acordo com o WEF, isso “exige que os destinos compartilhem os benefícios do turismo de forma mais equitativa, ao mesmo tempo em que se limita a pressão sobre as comunidades, a infraestrutura e os recursos naturais”.
“Embora a atividade turística e os gastos dos visitantes continuem aumentando, o valor econômico e social gerado pelo turismo diminuiu entre 2024 e 2026, e as pressões relacionadas à superlotação e à concentração de visitantes permaneceram acima dos níveis pré-pandêmicos”, afirma.








