Ibovespa fecha em alta com recuo do petróleo abaixo de US$ 100; dólar cai a R$ 5,10

Índice subiu 0,44%, influenciado pela alta da Petrobras e da Suzano; Trump diz que autoridades tiveram reunião ‘muito boa’ com enviados do Irã

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Bloomberg Línea — O Ibovespa (IBOV) fechou em alta nesta terça-feira (22), destoando do desempenho do S&P 500 e do Nasdaq, depois de passar boa parte do pregão no terreno negativo.

O alívio no petróleo, que caiu abaixo de US$ 100 por barril diante de sinais de avanço nas conversas entre Estados Unidos e Irã, reduziu a pressão sobre os juros futuros e abriu espaço para uma virada dos ativos.

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Com isso, o principal índice da B3 subiu 0,44%, aos 187.423 pontos. No câmbio, o dólar ficou praticamente estável, com queda de 0,15%, cotado a R$ 5,10.


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O presidente americano, Donald Trump, afirmou que autoridades dos Estados Unidos tiveram uma reunião “muito boa” com enviados iranianos em Nova York, à margem da Assembleia Geral da ONU.

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Trump também disse acreditar que os dois países chegarão a um acordo depois das eleições de meio de mandato, em novembro. Mais cedo, a notícia de que o Irã poderia reabrir o Estreito de Ormuz caso os Estados Unidos suspendam o bloqueio aos portos iranianos já contribuía para a queda da commodity.

Leia também: EUA demonstram ‘total falta de disciplina fiscal’, diz Howard Marks, da Oaktree

O recuo do petróleo aliviou os rendimentos dos Treasuries e as taxas dos contratos de DI, que subiam mais cedo. Segundo a Bloomberg News, as taxas médias e longas viraram para a queda no fim da sessão, e o DI para janeiro de 2031 recuou 2 pontos-base, a 13,86%.

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No cenário doméstico, a ata do Copom, divulgada pela manhã, foi lida como uma ratificação do comunicado da última decisão, com espaço para a continuidade dos cortes da Selic.

Fechamento 22/09/2026

Na bolsa, a Petrobras (PETR4) destoou da queda do petróleo e subiu 0,7%. Entre os destaques de alta, a Suzano (SUZB3) avançou 2,81% após anunciar aumento dos preços globais de celulose a partir de outubro.

Na direção oposta, a Braskem (BRKM5) recuou 2,9%. Credores da petroquímica pedem aos acionistas controladores uma injeção de US$ 3 bilhões em capital novo, segundo pessoas a par do assunto que falaram com a Bloomberg News. A empresa está em processo de recuperação extrajudicial de uma dívida de US$ 11 bilhões e tem como controladores o IG4 Capital Group e a Petrobras.

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A Embraer (EMBR3) está próxima de fechar uma encomenda com a Japan Airlines, segundo fontes.

Os investidores também monitoram as pesquisas eleitorais, que indicam uma disputa apertada. Levantamento da Quaest mostrou Flávio Bolsonaro com 42% e Lula com 41% em um eventual segundo turno. A AtlasIntel deve divulgar nova pesquisa nesta quarta-feira (23), e o Datafolha, na quinta-feira (24).

Em Nova York, o Nasdaq 100 subiu 0,8% e renovou recorde pela primeira vez desde junho, com a retomada da alta das fabricantes de chips, como Micron e Nvidia. O avanço do setor compensou a queda das ações de bancos, e o S&P 500 terminou estável, enquanto o Dow Jones recuou 0,4%.

Os investidores também aguardam o encontro entre Trump e o presidente da China, Xi Jinping, previsto para esta semana.

— Com informações da Bloomberg News

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