Inflação supera guerra comercial como maior temor de family offices globais, diz Citi

Pesquisa anual do banco americano com 350 empresas de famílias ricas em mais de 40 países indica que o aumento dos preços se tornou a sua principal preocupação, superando guerras comerciais e tarifas

Inflação foi seguida por mudanças nas taxas de juros e pela estabilidade do sistema financeiro global como as principais preocupações. (Foto: Benjamin Girette/Bloomberg)
Por Devon Pendleton
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Bloomberg — Atualmente, os family offices consideram a inflação sua principal preocupação, o que ressalta como o aumento dos custos de bens e serviços tem incomodado até mesmo os investidores mais ricos.

A inflação substituiu as guerras comerciais e as tarifas como a maior preocupação dessas empresas de investimento neste ano, de acordo com o relatório global anual sobre family offices do Citigroup, baseado em pesquisas realizadas em junho e julho com 350 empresas em mais de 40 países.

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“Trata-se de indivíduos e famílias muito bem-sucedidos, então alguém poderia pensar: ‘Ora, eles têm tanto dinheiro, por que se importariam?’”, afirmou Andy Sieg, diretor de gestão de patrimônio do banco com sede em Nova York, em entrevista à Bloomberg News.

“Essas famílias têm sido muito bem-sucedidas porque estão atentas tanto aos custos quanto às receitas. Elas estão muito conscientes de quando aspectos de seu estilo de vida estão ficando mais caros.”


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A inflação foi seguida por mudanças nas taxas de juros e pela estabilidade do sistema financeiro global como as principais preocupações citadas pelos family offices, sugerindo uma crescente ansiedade quanto à solidez estrutural da economia diante de inúmeras pressões, desde a alta dos preços até a guerra.

A inflação superior a 3% em três das quatro principais economias mundiais manteve as taxas de juros em níveis elevados e desacelerou o crescimento, de acordo com dados da Bloomberg Economics.

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Ainda assim, mais de 90% dos family offices pesquisados afirmaram que suas carteiras de investimentos registraram retornos positivos este ano, e quase metade declarou ter aumentado sua exposição a ações de capital aberto no primeiro semestre.

“Observamos que as famílias alocaram um pouco mais de capital em ações de capital aberto porque, quando se busca crescimento, estabilidade e flexibilidade, nada supera as empresas americanas”, afirmou Dawn Nordberg, diretora de soluções integradas para clientes e do family office global do Citi.

As ações de capital aberto também foram citadas como a classe de ativos preferida para futuras alocações líquidas, refletindo seu desempenho robusto nos últimos tempos, bem como as dúvidas sobre as avaliações nos mercados privados, particularmente em relação a ativos vulneráveis a ações regulatórias ou outras forças sobre as quais os investidores sentem não ter controle, afirmou Sieg.

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As preocupações com a inflação também geraram ainda mais entusiasmo pelo ouro. Quase todas as conversas que ele tem com clientes atualmente envolvem esse metal, afirmou Sieg, o que não era o caso há apenas dois anos.

“Famílias globais que, em anos anteriores, estariam discutindo pares de moedas, agora estão percebendo que grande parte do mundo desenvolvido se encontra em uma situação semelhante, com uma posição fiscal difícil e inflação crescente, e talvez a moeda do momento seja o ouro”, afirmou ele.

O Citigroup tem ampliado sua capacidade de cofre para atender ao crescente interesse de seus clientes de alta renda e, recentemente, passou a integrar um pequeno grupo de bancos que prestam os serviços essenciais de custódia e compensação no centro do mercado de ouro de Londres.

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