Futuros dos EUA avançam com impulso da IA enquanto petróleo cai pelo quinto dia

Investidores acompanham os esforços diplomáticos entre EUA e Irã e aguardam discurso de Trump na ONU; Brent recua para menos de US$ 100

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Bloomberg — Os futuros de ações dos EUA registraram novos ganhos nesta terça-feira (22) impulsionados por uma alta no setor de inteligência artificial, enquanto o petróleo registrava queda pelo quinto dia consecutivo e investidores acompanham os esforços diplomáticos para pôr fim ao conflito entre os EUA e o Irã.

Os futuros do S&P 500 permaneceram estáveis após uma alta nas ações das gigantes do setor de tecnologia e das fabricantes de semicondutores ter levado o índice à maior cotação em um mês.

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O petróleo Brent perdeu ganhos que chegaram a 2% e caiu para menos de US$ 100 por barril.

O presidente Donald Trump deve discursar na Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, ainda nesta terça-feira, e traders devem estar atentos a um possível encontro com seu homólogo iraniano que poderia se revelar decisivo.


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Os títulos do Tesouro dos EUA recuperaram-se das perdas, já que a reversão do petróleo amenizou os temores quanto aos riscos inflacionários decorrentes dos elevados custos da energia. O rendimento dos títulos do Tesouro de 10 anos caiu um ponto-base, para 4,94%. O dólar apresentou poucas variações.

“Não vejo ninguém vendendo a descoberto ações de tecnologia e IA antes do início da temporada de resultados do terceiro trimestre”, disse David Kruk, diretor de operações da La Financière de l’Echiquier, em Paris. “Há também alguma esperança de que Trump encontre uma maneira de reduzir os preços do petróleo antes das eleições de meio de mandato. Faz sentido que o mercado se consolide ligeiramente.”

As oscilações no sentimento do mercado após a alta de segunda-feira (21) destacaram como a confiança no setor de IA continua vulnerável aos riscos macroeconômicos. Os rendimentos dos títulos permanecem próximos de seus níveis mais altos em anos, à medida que os investidores precificam aumentos iminentes nas taxas de juros e déficits fiscais persistentes.

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Investidores globais também se preparam para a cúpula entre Trump e o presidente chinês Xi Jinping, no final desta semana. Autoridades de ambos os lados encerraram seu segundo dia de conversações em Nova York na segunda-feira, buscando avançar nas negociações antes da visita de Xi aos EUA.

Para os mercados, a grande questão é o que acontecerá quando a atual trégua comercial, que já dura um ano, expirar em novembro, observou Jim Reid, do Deutsche Bank. Embora o tom entre as duas partes continue positivo, elas ainda não chegaram a um acordo.

“Dada a crescente incerteza geopolítica em todo o mundo, manter as duas principais economias do mundo em diálogo raramente foi tão importante”, afirmou Roman Ziruk, estrategista-chefe de câmbio da Ebury.

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O que dizem os estrategistas da Bloomberg: “O choque das commodities se ampliou. Os derivados de petróleo estão causando um impacto concreto na política e nas empresas, enquanto os preços dos produtos agrícolas também estão muito mais altos do que durante o choque inicial. Após meses de conflito no Oriente Médio, os mercados estão cada vez mais lidando com uma inflação persistente, em vez de apenas um aumento pontual nos preços. Isso aumenta a ameaça de efeitos de segunda ordem e eleva o nível de dificuldade para que os bancos centrais abandonem uma postura restritiva.”

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-- Com informações da Bloomberg News.

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