Bloomberg Línea — O Ibovespa (IBOV) estendeu as perdas nesta quarta-feira (27), sob influência do recuo dos preços do petróleo, o que pesou sobre as ações do setor.
O principal índice da B3 fechou em queda de 0,48%, aos 175.744 pontos, sua segunda perda consecutiva na semana. Desde o pico, em 14 de abril, o Ibovespa acumula baixa de 11,5%. No ano, o desempenho se mantém positivo em 9,5%.
Já o dólar subiu 0,43% e encerrou o dia de negociações cotado a R$ 5,0560, o valor mais alto de fechamento desde 8 de abril.
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As ações da Petrobras recuaram e foram a principal influência negativa para o Ibovespa. Os papéis preferenciais da estatal (PETR4) recuaram 1,43%, enquanto as ordinárias perderam 1,62%. Outros papéis do segmento também pesaram. A Prio (PRIO3) teve baixa de 2,73%.
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O movimento foi influenciado pela queda dos futuros de petróleo depois que a TV estatal iraniana divulgar uma minuta preliminar do acordo negociado entre Teerã e Washington.
O texto divulgado pela TV iraniana prevê que os EUA suspendam o bloqueio naval no Estreito de Ormuz e retirem suas forças de águas próximas ao Irã. Washington negou a existência do rascunho e presidente Donald Trump disse que não está satisfeito com negociações.

Ainda assim, a divulgação alimentou expectativas de encerramento do conflito e levou a uma queda de cerca de 4,7% do Brent. O petróleo WTI recuou 4,8%, a US$ 89,42 o barril.
No Brasil, o sentimento do mercado também foi influenciado pelo avanço da PEC do fim da escala 6 x 1 no Congresso, com a preocupação sobre os impactos que a mudança pode ter sobre a inflação e o ciclo de cortes de juros pelo Banco Central. Uma comissão especial da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira o texto-base da medida.
O BTG Pactual (BPAC11), a Axia (AXIA3), a B3 (B3SA3) e a Sabesp (SBSP3) recuaram e também ficaram entre as principais influências negativas em volume.
Destaque também para ações da Copasa (CSMG3), que caíram 4,71%, em meio ao processo de privatização. Segundo a Bloomberg News, as ofertas realizadas ficaram abaixo do preço mínimo e o governo de Minas Gerais avalia refazer a operação.
Na agenda econômica, o IPCA-15 de maio também trouxe surpresa negativa: alta de 0,62% no mês, ante estimativa de 0,57%, com a variação anual chegando a 4,64% — acima do teto da meta de inflação do Banco Central, de 4,5%.
— Com informações da Bloomberg News
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