Ibovespa tem a sétima queda seguida e dólar sobe a R$ 5,18 com eleições no radar

Índice recuou 0,23%, aos 167.491 pontos, enquanto investidores avaliam os riscos da volatilidade durante o período eleitoral; mais de R$ 7 bilhões deixaram a bolsa brasileira em agosto até o dia 10

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Bloomberg Línea — O Ibovespa (IBOV) fechou em queda nesta quarta-feira (12), diante da cautela em torno do risco eleitoral que já vinha pressionando os ativos brasileiros na véspera.

O principal índice da B3 recuou 0,23%, aos 167.491,07 pontos. Foi a sétima sessão consecutiva de perdas, a pior sequência em um ano. O dólar subiu 0,24%, a R$ 5,1751.

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Mais de R$ 7 bilhões deixaram a bolsa brasileira em agosto até o dia 10, com boa parte dos recursos saindo nos últimos três dias reportados, segundo a Bloomberg News. Apenas na sessão de segunda-feira, o fluxo negativo de estrangeiros somou R$ 1,66 bilhão.

Bancos e Petrobras, entre as ações mais líquidas do índice, lideraram as perdas do pregão. O Itaú Unibanco (ITUB4) recuou 1,46%, o Banco do Brasil (BBAS3) caiu 1,45% e a Petrobras (PETR4) cedeu 0,50%.


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Entre os demais destaques, a Braskem (BRKM5) afundou 7,80% na véspera da divulgação do balanço do segundo trimestre, prevista para quinta-feira (13).

A Direcional (DIRR3) caiu 4,72% após divulgar lucro líquido ajustado de R$ 201,6 milhões no segundo trimestre, alta de 9,7% ante igual período do ano anterior, mas abaixo do consenso de mercado, que projetava cerca de R$ 219,4 milhões, segundo a Bloomberg. A receita líquida somou R$ 1,28 bilhão, avanço de 20% na comparação anual, ante estimativa de R$ 1,3 bilhão.

Fechamento 12/08/2026

Na direção oposta, a Blau Farmacêutica (BLAU3) saltou 11,38% após reportar lucro líquido recorrente de R$ 71 milhões no segundo trimestre, alta de 13% em relação a igual período de 2025, com receita líquida de R$ 487 milhões, crescimento de 4,7% na base anual.

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Na agenda econômica, o IBGE informou que o setor de serviços ficou estável na comparação mensal em junho.

No exterior, o ambiente foi mais favorável ao apetite ao risco depois que o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos Estados Unidos em julho veio em linha com o esperado, aliviando as apostas de uma alta de juros pelo Federal Reserve em setembro.

O núcleo do indicador, que exclui itens voláteis como alimentos e energia, avançou 0,2% no mês, também dentro da previsão. Com isso, o S&P 500 fechou perto da máxima histórica e o rendimento das Treasuries de 10 anos ficou estável, em 4,69%.

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— Com informações da Bloomberg News

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