Do dissenso entre bancos centrais à ‘hora bruxa’: os eventos que movem os mercados

Hoje é dia de “quadruple witching”, quando vencem, ao mesmo tempo, contratos futuros e de opções sobre índices e ações. Isso deve abarcar US$ 3,1 trilhões em contratos e gerar muita volatilidade

Estes são os eventos que orientam os investidores e movem os mercados hoje
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Barcelona, Espanha — Em apenas 24h, o Federal Reserve (Fed) ficou sozinho com o aceno de uma política monetária mais branda. Na quarta-feira, deu o sinal mais claro até o momento de que os cortes dos juros não devem demorar em chegar. Ontem, porém, tanto o Banco Central Europeu (BCE) quanto o Banco da Inglaterra (BoE) afirmaram claramente que ainda não concluíram o trabalho contra a inflação. Os traders, portanto, têm material divergente para suas análises de investimento.

Além disso, hoje é dia de “quadruple witching”, a “hora bruxa” em que vencem, simultaneamente, contratos futuros e de opções sobre índices e ações, o que gera muita volatilidade nos mercados. Segundo os estrategistas da Tier1Alpha, um número impressionante de US$ 3,1 trilhões em contratos em aberto está programado para expirar ou ser rolado para o novo ano.

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🤔 Pé-atrás. BCE, BoE e o Banco da Suíça (SNB) mantiveram ontem o custo do dinheiro. E o banco central da Noruega, o Norges, surpreendeu com uma alta de 0,25 ponto percentual, para 4,50%, evidenciando sua intenção de permanecer nesta toada até outono europeu de 2024. Agora, os operadores se perguntam se o Fed tratará de esfriar as expectativas dos investidores para evitar uma “exuberância irracional” nos mercados. Embora o BCE tenha reconhecido que o quadro inflacionário está melhor, sua presidente, Christine Lagarde, foi enfática: “Não devemos, de forma alguma, baixar a guarda”. E arrematou: “Não discutimos cortes nas taxas de juros de forma alguma”.

🌊 Onda de euforia. Esse rali levou o rendimento do Tesouro de 10 anos (3,92%) a fechar abaixo de 4% pela primeira vez desde julho. Nestes últimos dois dias, viu-se uma das maiores quedas acumuladas nos rendimentos reais desde o auge da pandemia de Covid (-42,9 pontos-base para o título de 5 anos, conforme cálculos do Deutsche Bank). Além disso, o S&P 500 (+0,26%) fechou a menos de 2% de seu recorde histórico no ano passado.

🇪🇺 Perigo de recessão. A atividade do setor privado na Zona do Euro piorou no final do ano, aumentando o risco de que a região possa sofrer uma recessão no segundo semestre. O índice dos gerentes de compras da S&P Global contraiu-se pelo sétimo mês em dezembro, baixando para 47. Os economistas esperavam um ligeiro aumento - embora eles ainda previssem que o indicador permaneceria bem abaixo do nível 50, que marca a expansão. As leituras tanto para o setor industrial quanto para o de serviços mostraram uma queda.

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📈 O vaivém dos ativos. Os contratos futuros de índices dos EUA subiam. Na Europa, as bolsas também avançavam. No fechamento das bolsas da Ásia, os indicadores terminaram em direções distintas, mas foi majoritariamente positivo. O prêmio de risco do título de 10 anos dos EUA recuava para 3,91%. Entre as divisas, euro e iene se depreciavam frente ao dólar, enquanto a libra subia. O ouro e os contratos de petróleo bruto WTI ganhavam valor. O bitcoin perdia valor, situando-se perto dos US$42.900.

(Com informações de Bloomberg News)

🗓️ AGENDA: Os eventos e indicadores em destaque hoje e na semana →

Os mercados esta manhã

🔘 As bolsas ontem (14/12): Dow Jones Industrials (+0,43%), S&P 500 (+0,26%), Nasdaq Composite (+0,19%), Stoxx 600 (+0,87%), Ibovespa (+1,06%)