Barcelona, Espanha — O humor se deteriorou no mercado financeiro. Aumentam as tensões no Oriente Médio e se desvanecem as expectativas de uma desaceleração dos preços nos Estados Unidos referendar uma pausa na política restritiva de juros do Federal Reserve (Fed). O enfraquecimento contínuo da economia chinesa aumenta o desânimo.
🔴 Escala o conflito. Israel exigiu a evacuação de todos os civis da Cidade de Gaza e deu às Nações Unidas 24 horas para retirar sua equipe das áreas próximas, indicando que uma operação terrestre poderia ocorrer em breve. Uma escalada mais acentuada da guerra contra o Hamas poderia levar Israel a um conflito direto com o Irã, um fornecedor de armas e dinheiro para o Hamas, que os EUA e a União Europeia designam como um grupo terrorista. Nesse cenário, a Bloomberg Economics estima que os preços do petróleo poderiam subir para US$ 150 o barril e o crescimento global cair para 1,7% - uma situação que retira cerca de US$ 1 trilhão da produção mundial.
🚿 Água fria sobre as expectativas. Após a divulgação de dados mais quentes sobre os preços ao consumidor nos EUA, os contratos de swap passaram a sinalizar mais chances de outro aumento dos juros de um quarto de ponto pelo Fed. Na quarta-feira (11), apontavam para uma probabilidade de 30% e, agora, em torno de 40%.
Com isso, o sentimento geral entre os operadores é o de que o primeiro corte na taxa de juros do Fed não ocorrerá tão cedo. O Fed tentará capitalizar a política de “mais alta por mais tempo” para evitar um acidente no que eles chamam de “a última milha”, disse à Bloomberg Ipek Ozkardeskaya, analista sênior do Swissquote Bank. “O Oriente Médio continua em ebulição e espera-se que as tensões aumentem ainda mais e ameacem o fornecimento” de petróleo bruto”, disse ela.
🚦 Medidas de contingência. Alguns dos maiores bancos dos EUA estão prontos para dar baixa em mais empréstimos duvidosos do que desde os primeiros dias da pandemia, informou a Bloomberg. Isso porque as altas taxas de juros e uma possível desaceleração econômica podem colocar os tomadores de empréstimos em apuros.
🏃🏽 Superado o obstáculo. Sinal verde para a compra da Activision Blizzard pela Microsoft. O órgão de fiscalização da concorrência do Reino Unido aprovou o acordo de US$69 bilhões, removendo a última grande barreira regulatória global que impedia a conclusão do maior negócio de jogos de todos os tempos.
📈 O vaivém dos ativos. Os contratos futuros de índices dos EUA caíam, enquanto a Europa seguia o mesmo caminho. Na Ásia, foi negativo o fechamento do mercado acionário. Em outros mercados, o prêmio de risco do título de 10 anos dos EUA, em baixa, era de 4,657%. O ouro subia, assim como os contratos de petróleo bruto WTI, estes últimos com força. No mercado cambial, o euro e a libra esterlina se apreciavam frente ao dólar, enquanto o iene se desvalorizava.
(Com informações de Bloomberg News)

🟢 As bolsas ontem (12/10): Dow Jones Industrials (-0,51%), S&P 500 (-0,62%), Nasdaq Composite (-0,63%), Stoxx 600 (+0,10%), Ibovespa (--%)
O núcleo da inflação ao consumidor nos EUA subiu +0,3% entre agosto e setembro e +4% frente ao ano anterior. Embora esse seja o nível mais baixo desde 2021, os dados mostram que a força do mercado de trabalho está sustentando a demanda dos consumidores, o que pode manter os preços acima da meta do Fed.
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Na agenda
Esta é a agenda prevista para hoje:
• EUA: Reuniões do FMI; Índices de Preços de Importação e Exportação/Set; Expectativas de Inflação e Confiança do Consumidor - Universidade de Michigan/Out)
• Europa: Zona do Euro (Produção Industrial/Ago); França (IPC/Set); Espanha (IPC/Set)
• Ásia: China (Balança Comercial/Set)
• América Latina: México (Produção Industrial/Ago)
• Bancos centrais: Pronunciamentos de Joachim Nagel e Claudia Buch (Bundesbank), de Jon Cunliffe (BoE) e Andrew Bailey (presidente do BoE) e de Christine Lagarde (presidente do BCE)
🗓️ Os eventos de destaque na semana →
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