TotalEnergies fecha acordo para voltar à Venezuela em nova corrida por petróleo do país

Após deixar suas operações venezuelanas em 2021, gigante francesa firma acordo que abre caminho para novos projetos no setor de energia, enquanto Caracas busca atrair capital estrangeiro e recuperar sua produção de petróleo

A unidade da gigante petrolífera francesa, a TotalEnergies E&P New Ventures, participará de projetos de energia, de acordo com o comunicado (Foto: Bloomberg )
Por Jose Orozco - Fabiola Zerpa
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Bloomberg — A Venezuela e a TotalEnergies assinaram, no fim de semana, um memorando de entendimento, abrindo caminho para o retorno da empresa francesa às operações no país sul-americano.

A presidente interina Delcy Rodríguez presidiu a cerimônia em Caracas, onde o presidente da Petroleos de Venezuela, Héctor Obregón, e Francisco Javier Rielo, vice-presidente sênior da TotalEnergies para as Américas, assinaram o acordo de cooperação no setor de energia, de acordo com um comunicado do governo.

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A unidade da gigante petrolífera francesa, a TotalEnergies E&P New Ventures, participará de projetos de energia, de acordo com o comunicado.


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Rodríguez afirmou que a Venezuela estabeleceu condições legais confiáveis para novos investimentos graças à lei de hidrocarbonetos aprovada no início deste ano, após a captura e destituição do ex-presidente Nicolás Maduro pelos EUA.

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O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou no mês passado um plano para assumir o controle majoritário sobre uma enorme parcela da riqueza petrolífera da Venezuela, em uma manobra sem precedentes.

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O plano tem sido alvo de críticas devido à preocupação de que o país possa se tornar uma colônia de recursos dos tempos modernos, semelhante às chamadas repúblicas das bananas de um século atrás. O quadro pode criar riscos de longo prazo para as empresas petrolíferas que operam no país.

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No início deste mês, a Venezuela e os EUA anunciaram parcerias petrolíferas com grandes empresas do setor, incluindo a Chevron, a GE Vernova e a Eni, com o objetivo de impulsionar a produção de petróleo bruto. Os acordos representam “dezenas de bilhões” em investimentos, afirmou o secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, na cerimônia de assinatura.

O governo dos EUA também negociou uma participação de 35% na North American Blue Energy Partners, do venezuelano Alejandro Betancourt. Os acordos representam o investimento de capital mais significativo de empresas do setor de energia no país desde a ascensão de Maduro.

A TotalEnergies, juntamente com sua parceira Equinor, retirou-se do projeto petrolífero Petrocedeno em meio a um êxodo de empresas estrangeiras em 2021. Na época, o diretor executivo Patrick Pouyanne afirmou que a medida não estava relacionada à situação política do país e que a decisão estava alinhada aos planos da empresa de reduzir sua pegada de carbono.

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Posteriormente, a TotalEnergies abandonou suas operações de gás natural na Venezuela, desligando-se de sua participação majoritária na YPergas. Antes de sua saída, a empresa operava no país desde a década de 1990.

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