Lula revoga ‘taxa das blusinhas’ para melhorar popularidade a cinco meses da eleição

Alíquota de 20% cobrada sobre importações de até US$ 50 deixará de ser aplicada já a partir de quarta-feira; medida favorece varejistas asiáticos, como Shein Group, Shopee e o aplicativo chinês Temu

Gobierno de Lula se ausenta de la cumbre de EE.UU. sobre minerales en Brasil
Por Daniel Carvalho - Barbara Nascimento - Martha Beck

Bloomberg — O presidente Luiz Inácio Lula da Silva eliminou o imposto federal sobre importações de até US$ 50, a chamada “taxa das blusinhas”, uma tentativa de melhorar sua popularidade a menos de cinco meses das eleições.

A alíquota de 20% foi introduzida em 2024 para ajudar varejistas brasileiros que enfrentam dificuldades para competir com rivais asiáticos de baixo custo, como Shein Group, Shopee e o aplicativo chinês Temu, em rápida expansão.

PUBLICIDADE

Assine as newsletters da Bloomberg Línea e receba as notícias do dia em primeira mão no e-mail.


O governo federal arrecadou R$ 1,8 bilhão em impostos de importação sobre compras internacionais nos quatro primeiros meses de 2026, segundo a Receita Federal.

A redução não afeta os tributos estaduais aplicados às compras internacionais.

PUBLICIDADE

Leia também: Brasil é excluído de lista da UE para exportação de carne e produtos de origem animal

A isenção do imposto federal passa a valer já a partir desta quarta-feira (13), segundo o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron.

A medida gera um custo orçamentário estimado em R$ 1,94 bilhão em 2026, R$ 3,54 bilhões em 2027 e R$ 4,24 bilhões em 2028, conforme dados da Subsecretaria de Administração Aduaneira.

PUBLICIDADE

Uma pesquisa Latam Pulse de abril, feita pela AtlasIntel para a Bloomberg News, mostrou que 54% dos entrevistados são contrários à taxa, enquanto 48% disseram que seu principal efeito é prejudicar os consumidores.

Apenas 36% afirmaram que o imposto protege empresas e empregos no Brasil.

Lula aparece empatado nas pesquisas com seu principal adversário, o senador Flávio Bolsonaro, antes da votação de outubro.

PUBLICIDADE

“Vai beneficiar a população mais carente, mais pobre que utiliza muito dessas plataformas para adquirir produtos que são muito importantes para o seu dia a dia”, disse Ceron.

Veja mais em Bloomberg.com

Leia também

Expansão do mercado financeiro e crise do Master pressionam BC com menos servidores