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Flávio diz que vai pedir cassação de Lula e que PF o intimou a entregar passaporte

Em vídeo nas redes sociais, senador muda discurso em relação ao domingo, quando afirmou que iria pedir a anulação das eleições; ao mesmo tempo, diz que vai organizar a oposição ao quarto mandato do petista

Flavio Bolsonaro, Brazilian presidential candidate, speaks to members of the media after visiting his father, former President Jair Bolsonaro, not pictured, in Brasilia, Brazil, on Tuesday, Oct. 13, 2026. Brazil Supreme Court Justice Alexandre de Moraes has authorized Senator Bolsonaro to visit his father and former President who's under house arrest less than two weeks before the presidential runoff. Photographer: Arthur Menescal/Bloomberg
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Bloomberg Línea — Um dia depois da derrota no segundo turno, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ampliou a ofensiva contra o resultado da eleição presidencial e afirmou que vai pedir a cassação da chapa do presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT), de acordo com um vídeo publicado por ele em suas redes sociais nesta segunda-feira (26).

No vídeo, o senador disse que a eleição de domingo “não foi normal” e atacou a decisão do ministro Cristiano Zanin, do STF, que prorrogou a votação até as 19h nos locais em que ela ainda não havia sido encerrada. A própria campanha de Flávio havia pedido à Justiça Eleitoral a extensão do horário de votação em alguns estados, por causa das condições climáticas.

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Flávio acusou Lula de abuso de poder político e econômico, ao citar os benefícios lançados pelo governo durante a campanha, que ele estimou em “quase meio trilhão de reais”. Segundo a Instituição Fiscal Independente (IFI), as medidas anunciadas ou ampliadas pelo governo em 2026 têm impacto fiscal de R$ 298,4 bilhões.

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“Eu vou pedir, sim, a cassação da chapa do Lula por todos os abusos que ele cometeu. A lei tem que valer para todo mundo, a competição tem que ser justa e igual, e isso não aconteceu. Não fui eu que perdi. Foi o sistema que ganhou”, disse.

O discurso muda o pedido feito no domingo (25) à noite, quando Flávio afirmou que pediria a anulação da eleição.

Lula foi reeleito com 51,79% dos votos válidos, ante 48,21% de Flávio, uma diferença de 4,4 milhões de votos. O petista toma posse do quarto mandato em 5 de janeiro de 2027.

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Flávio diz que vai organizar a oposição

Sem reconhecer a derrota de forma expressa, o senador agradeceu os quase 60 milhões de votos recebidos e disse que vai reunir os deputados e senadores eleitos para organizar a oposição e fazer do Congresso uma “fortaleza” contra o governo. No vídeo, Flávio afirmou que a direita fez “a maioria no Senado e na Câmara”.

O PL terá a maior bancada nas duas Casas a partir de fevereiro de 2027, mas a soma de PL, Novo e Republicanos chega a 172 dos 513 deputados e 36 dos 81 senadores, abaixo da maioria.

Passaporte retido

Além disso, o senador disse ter sido intimado pela Polícia Federal a entregar o passaporte, de acordo com um vídeo publicado por ele.

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Segundo Flávio, a intimação ocorreu pela manhã, quando ele saía da casa do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar em Brasília. “No meio da rua eu fui intimado a entregar os meus passaportes. Também estou proibido de deixar o país”, afirmou.

O senador atribuiu a ordem ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e disse que a decisão se baseou em uma declaração do irmão, Eduardo Bolsonaro, de 23 de outubro, de que Flávio deveria deixar o país se perdesse a eleição. “Eu nunca falei isso. Isso é motivo para tirar meu passaporte? Isso é justiça?”, disse.

Flávio, eleito senador em 2018, deixa o cargo no ano que vem e perde o foro privilegiado. O irmão Carlos Bolsonaro e a madrasta, Michelle Bolsonaro, foram eleitos para o Senado. Jair Bolsonaro está inelegível até 2030, e Eduardo vive nos Estados Unidos desde que teve o mandato de deputado cassado por faltas, segundo o jornal O Estado de S. Paulo.

-- Com informações da Bloomberg News.

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