El Niño deve ser o mais forte dos últimos 75 anos, afirmam meteorologistas dos EUA

Centro de Previsão Climática dos EUA avalia que temperaturas da superfície do mar 1 °C ou mais acima do normal se espalharam pelo Pacífico e há 81% de chance de um fenômeno El Niño muito forte

Cracked ground at the Sogamoso hydroelectric dam near Bucaramanga, Santander department, Colombia, on Sunday, April 21, 2024. The average reservoir levels across Colombia have fallen below 29% of total capacity, just above the critical level of 27% which could trigger power outages. Photographer: Natalia Ortiz Mantilla/Bloomberg
Por Brian K. Sullivan
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Bloomberg — O El Niño, que tem causado perturbações climáticas e surgiu no Pacífico no mês passado, continua a se intensificar e provavelmente será um dos mais fortes em mais de 75 anos, informou o Centro de Previsão Climática dos EUA.

Temperaturas da superfície do mar 1 °C ou mais acima do normal — característica marcante do fenômeno — se espalharam pela região central e oriental do Pacífico equatorial, e há 81% de chance de que se torne um El Niño muito forte e figure entre os “maiores eventos registrados na história desde 1950”, afirmou a agência em sua previsão mensal. Algumas partes do Pacífico oriental atingiram 2,7 °C acima do normal na última semana.

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“Mesmo os eventos de El Niño mais intensos não causam o impacto típico em todos os lugares, mas eventos mais fortes podem inclinar de forma mais significativa as probabilidades a favor dos resultados esperados”, afirmou o Centro de Previsão Climática.

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O El Niño “se intensificará até o final do ano, com 97% de probabilidade de se estender até o início da primavera de 2027”.

O El Niño é acompanhado de perto por operadores de mercado, mercados financeiros e governos, pois oferece uma visão sazonal sobre fenômenos climáticos extremos que podem provocar inundações, secas, ondas de frio e alterar a atividade de furacões e tufões no Atlântico e no Pacífico.

O El Niño intensifica o cisalhamento dos ventos no Caribe, interrompendo o desenvolvimento de tempestades tropicais e furacões durante a temporada de seis meses que teve início em 1º de junho.

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Em outras regiões, ele costuma trazer invernos mais frios e chuvosos ao sul dos EUA, ao mesmo tempo em que aumenta o risco de secas e incêndios florestais na Austrália.

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O El Niño já foi apontado como responsável pelo esgotamento dos reservatórios na Índia e por exercer pressão sobre a rede elétrica durante o pico de demanda no verão.

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A geração das usinas hidrelétricas caiu quase 21% em relação ao ano anterior, a queda mais acentuada desde fevereiro de 2024, segundo dados do Ministério da Energia da Índia.

A produção das barragens diminuiu quase 7% no trimestre encerrado em junho, enquanto usinas a carvão, nucleares e de energia renovável geraram mais energia para atender à demanda recorde impulsionada pelo calor extremo.

A AccuWeather reduziu na terça-feira sua previsão para tempestades nomeadas no Atlântico para 8 a 14, ante 11 a 16 que a empresa de previsão meteorológica comercial havia previsto em março, de acordo com um comunicado.

A média de 30 anos no Atlântico é de 14 tempestades nomeadas, o que ocorre quando elas atingem a intensidade de tempestade tropical.

Há apenas 3% de chance de o Pacífico retornar ao normal no início da primavera e nenhuma possibilidade de que ocorra um fenômeno La Niña, quando o oceano esfria.

-- Com a colaboração de Rajesh Kumar Singh.

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