Bloomberg — No ano passado, Dario Amodei, chefe da Anthropic, e um grupo de executivos percorreram 13.000 quilômetros de São Francisco ao Oriente Médio. O objetivo era se reunir com alguns dos investidores de maior poder financeiro do mundo, incluindo o fundo soberano do Qatar e a MGX, de Abu Dhabi.
Fotos de Amodei e de executivos dos fundos soberanos — entre eles Ibrahim Ajami, chefe de ventures da Mubadala Capital — circularam amplamente pela internet. O que não apareceu nas manchetes foi o organizador da viagem: a Iconiq, uma empresa financeira que administra as fortunas pessoais de altas figuras de governos do Oriente Médio e da Ásia há mais de uma década, além das de líderes do setor de tecnologia como Mark Zuckerberg e Satya Nadella.
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Historicamente discreta, a Iconiq tornou-se um gigante com US$ 100 bilhões em ativos sob gestão, segundo documentos obtidos pela Bloomberg News e uma pessoa com conhecimento do assunto.
Entre seus clientes estão famílias reais, bilionários e celebridades de primeira linha como Tom Cruise e Pharrell Williams, disseram as fontes — relações que nunca tinham sido noticiadas antes.
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Mais recentemente, Jensen Huang, da Nvidia — a oitava pessoa mais rica do mundo —, também se tornou cliente, disse uma das fontes com conhecimento da situação, que pediu anonimato para falar sobre informações privadas.
A Iconiq, famosa pelo sigilo, recusou repetidamente comentar sobre sua lista de clientes.
Agora, a Iconiq avança além do mundo relativamente estável da gestão de fortunas e amplia sua atuação no venture capital — com grandes apostas em empresas como a Anthropic, um novo estilo de investimento e uma presença de vários bilhões de dólares na febre da inteligência artificial no setor de tecnologia.
A Iconiq investiu mais de US$ 3 bilhões em startups de IA apenas em 2025, cifra comparável à de alguns dos fundos de venture capital mais conhecidos do Vale do Silício.
O próximo passo da Iconiq, sediada em São Francisco, é elevar as apostas do seu braço de venture capital, com planos de captar bilhões para um novo fundo, segundo um registro em órgão regulador e fontes com conhecimento do assunto.
Isso se somaria aos US$ 26 bilhões sob gestão destinados especificamente a investimentos em startups, o que a tornaria uma das maiores investidoras em empresas emergentes do país.
Algumas das apostas iniciais da Iconiq em venture capital já deram resultado. Os primeiros quatro fundos da empresa, todos lançados antes de 2020, estão entre os 25% melhores de seus grupos de referência até o fim do ano passado, com base nos benchmarks mais recentes disponíveis da Cambridge Associates.
O primeiro fundo da Iconiq, de US$ 509 milhões lançado em 2013, devolveu aos investidores 2,6 vezes o capital aplicado, segundo uma pessoa com conhecimento dos números que falou com a Bloomberg News.
O segundo fundo, de US$ 1,02 bilhão, gerou retorno de 4,2 vezes até o fim do ano passado, com desempenho no top 5% do seu grupo de referência naquele ano.
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Mas esses fundos parecem pequenos diante das ambições atuais da empresa. A Iconiq captou US$ 5,75 bilhões para seu último fundo de venture capital e investiu cerca de US$ 4 bilhões na Anthropic, desenvolvedora de modelos de linguagem que caminha a passos largos para uma oferta pública inicial (IPO).
A Iconiq, apesar de ter investido na empresa pela primeira vez apenas no ano passado, é uma das maiores investidoras na startup, segundo pessoas com conhecimento do assunto. A empresa recusou comentar sobre sua participação, planos de captação ou desempenho.
A Iconiq não se abala com as preocupações do setor de que empresas de IA possam estar supervalorizadas, e prefere focar no potencial da tecnologia de remodelar amplos setores da economia.
“Tem sido tudo sobre IA, o tempo todo”, disse Matthew Jacobson, sócio da Iconiq, em entrevista à Bloomberg News. “A destruição criativa gera uma quantidade enorme de oportunidades.”
Troca de passes com Beckham
O investidor Divesh Makan, 52 anos, é a personalidade central por trás da Iconiq. Nascido na África do Sul, Makan estudou no Michaelhouse, um conceituado internato masculino em KwaZulu-Natal que chama seus ex-alunos de “Old Boys’ Club”.
Em aparições na mídia, Makan é exuberante, mas refinado, comparando seu papel ao de um caddie de golfe — prestativo, humilde e longe dos holofotes.
Makan construiu sua reputação como assessor financeiro no Morgan Stanley e no Goldman Sachs, onde conheceu o cofundador do Facebook, Zuckerberg. Quando cofundou a Iconiq em 2011, Zuckerberg foi um de seus primeiros clientes — e se revelou extremamente influente.
A Iconiq logo atraiu outros executivos desse círculo, incluindo o cofundador do Facebook Dustin Moskovitz, a ex-diretora de operações da Meta Platforms Sheryl Sandberg e Reid Hoffman, investidor mais conhecido como cofundador do LinkedIn.

A ideia por trás da nova empresa — cujos fundadores incluem também Michael Anders e Chad Boeding — era criar uma gestora de patrimônio construída sobre relacionamentos de longo prazo, como Makan já disse.
O objetivo era montar uma estrutura capaz de ajudar com praticamente qualquer coisa — desde fretamento de jatos privados para evacuar um cliente preso em uma estação de esqui por causa da neve até a organização de compras imobiliárias exclusivas.
Hoje, os funcionários da Iconiq ainda são incentivados a proporcionar momentos memoráveis aos clientes e a manter discrição absoluta.
A empresa já demitiu pessoas por vazar informações. Quando esta repórter chegou ao escritório da Iconiq em São Francisco para uma reunião de 50 minutos, a equipe foi notificada de que havia uma jornalista no prédio e recebeu orientações sobre protocolos de segurança reforçados.
Embora a Bloomberg News tenha conversado com mais de duas dezenas de investidores, clientes e pessoas familiarizadas com a empresa para esta reportagem, Makan recusou ser entrevistado.
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A Iconiq é seletiva quanto a quem aceita como cliente de gestão de patrimônio. Por exemplo, a empresa concluiu que o músico Kanye West representava um risco de relações públicas, segundo um relatório de 2021, antes de seus escândalos mais notórios.
“Acabamos sendo bastante seletivos em quem convidamos, porque esse negócio não é escalável”, disse Makan à Bloomberg News em entrevista de 2024.
A empresa geralmente trabalha com clientes com patrimônio líquido de US$ 25 milhões, segundo seus registros regulatórios. Na prática, o cliente mediano tem cerca de US$ 1 bilhão em ativos, disse Makan em 2024.
Para quem trabalha com ela, a Iconiq busca oferecer um serviço “de arrepiar”, disse Seth Pierrepont, sócio em Londres. “Operamos com a premissa entregar valor duas vezes antes de pedir qualquer coisa em troca.”
Isso pode significar organizar eventos exclusivos, como uma pelada com David Beckham para um cliente e sua família, ou uma sessão privada de cinema de um novo filme de Missão: Impossível com a presença do próprio Tom Cruise.
A empresa também oferece conexões estratégicas com pessoas influentes. Não é incomum que a Iconiq faça mais de 100 apresentações a potenciais clientes para uma startup, antes mesmo de investir nela.
No caso da empresa de IA ElevenLabs, o CEO Mati Staniszewski conheceu Tom Cruise em um evento da Iconiq e discutiu o uso das ferramentas de tradução por IA da startup para lançar os filmes do astro em vários idiomas, segundo uma fonte com conhecimento da conversa.
A Iconiq também levou Staniszewski como convidado ao Grammy Awards e ajudou sua startup a montar uma demonstração em uma festa badalada pós-cerimônia.
No evento, Staniszewski disse que artistas poderiam usar o gerador de música com IA da ElevenLabs para criar uma faixa original e tocá-la para todos os presentes. “Para nós, esse espaço é muito importante, só para mostrar o que é possível”, disse ele.
Parte do mandato da empresa é fazer “apresentações de arrepiar que outros não conseguem fazer”, disse Pierrepont, “justamente por conta das pessoas únicas que fazem parte dessa comunidade.”
O nascimento de um fundo de venture capital
A comunidade exclusiva da Iconiq também impulsiona suas crescentes ambições em venture capital. A empresa captou recursos para seu primeiro fundo de venture capital em 2013, motivada em parte pelo desejo de trazer empreendedores em ascensão para sua rede, disse Will Griffith, sócio fundador do braço de VC da Iconiq.
Outro motivo para investir em startups era que a rede existente da Iconiq poderia revelar “oportunidades de investimento interessantes”, disse Anders, cofundador da Iconiq, em entrevista à Bloomberg News no ano passado.
Muitos dos clientes de gestão de patrimônio da Iconiq também são investidores em seus fundos de venture capital.
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A criação da nova unidade foi liderada por Makan e Griffith. À época, a Iconiq tinha vínculos com empresas como Facebook, LinkedIn e Twitter. Mas a empresa decidiu não focar nos negócios voltados ao consumidor, que eram o grande hype do momento. Em vez disso, perseguiu investimentos em software como serviço, o SaaS.
“Todo mundo, naquele momento, estava focado no consumidor”, disse Griffith. “Tomamos uma decisão muito importante desde o início de ir atrás do SaaS, que era muito menos compreendido.”
O resultado foram apostas decisivas em empresas como Snowflake e Datadog, ambas hoje listadas em bolsa.
O terceiro fundo de venture capital da Iconiq, de US$ 1,33 bilhão lançado em 2016, gerou um impressionante retorno de 4,7 vezes o capital dos investidores até o fim do ano passado, impulsionado por apostas lucrativas em empresas como Snowflake, GitLab e Procore Technologies, segundo uma pessoa com conhecimento do assunto.
Esses negócios alçaram o fundo ao top 5% dos fundos lançados naquele ano, de acordo com os benchmarks da Cambridge Associates. A pessoa que forneceu os números pediu anonimato porque retornos de fundos de venture capital quase nunca são divulgados e são considerados informação sigilosa.
Não foi possível obter dados de desempenho dos três fundos mais recentes da Iconiq, que concentram a grande maioria de seus investimentos em IA. Mas alguns sinais apontam para boas notícias para os cotistas, ao menos no papel.
Quando a Iconiq investiu pela primeira vez na ElevenLabs, a empresa estava avaliada em cerca de US$ 3 bilhões; esse valor saltou para US$ 11 bilhões.
A Iconiq também participou de uma rodada competitiva de financiamento da Sierra, startup de atendimento ao cliente liderada pelo ex-co-CEO da Salesforce Bret Taylor, avaliada por último em US$ 10 bilhões.
E a empresa viu sua participação na Legora, uma startup de IA jurídica, disparar em valor desde o investimento inicial no ano passado.
Hoje, cerca de 100 dos 550 funcionários da empresa trabalham na área de venture capital — o que equivale a pouco menos de um funcionário por empresa do portfólio. Com apostas em um número relativamente pequeno de startups, a empresa quase sempre atua como investidora líder nos negócios que fecha.
“Nossa ambição é nos tornarmos parceiros primários de capital dessas empresas”, investindo em múltiplas rodadas, disse Pierrepont. “É uma das razões pelas quais nosso portfólio é tão concentrado — para garantirmos recursos suficientes para dedicar a esses relacionamentos e conquistar esse direito ao longo do tempo.”
No horizonte, a empresa amplia os tipos de apostas que faz em venture capital. Isso inclui avançar além do software para setores de capital intensivo, como robótica.
A Iconiq também aumentou os investimentos em startups em estágios iniciais e menos consolidadas. Nos últimos sete anos, cerca de metade dos seus investimentos foi para empresas em estágio inicial com receita recorrente inferior a US$ 10 milhões. (Uma das primeiras apostas da empresa foi na rodada seed da Figma, disse Griffith.)
A Iconiq também pretende continuar aumentando os aportes em empresas jovens. E, recentemente, a empresa fez seu primeiro incubação, apoiando uma startup fundada por um de seus próprios sócios.
“Nunca é cedo demais para um empreendedor conhecer a Iconiq”, disse o sócio Murali Joshi. As rodadas de captação das empresas mais promissoras “se movem muito rapidamente”, então, quando a equipe de uma startup começa a levantar recursos ativamente, “se você está conhecendo ela pela primeira vez, já está atrasado.”
As apostas expansivas em venture capital não são isentas de controvérsia. A crítica mais óbvia a uma empresa como a Iconiq é que, à medida que sua operação de venture capital cresce, surgem conflitos de interesse com o negócio central de gestão de patrimônio.
Um de seus registros regulatórios menciona o termo “conflito de interesses” 21 vezes, observando que, como a Iconiq trabalha com algumas das pessoas e empresas mais poderosas do setor de tecnologia, suas motivações podem estar em desacordo umas com as outras ou, potencialmente, com a própria empresa.
No contexto do venture capital, isso poderia significar recomendar seus próprios fundos em vez de oportunidades de investimento externas, ou assessorar startups e clientes que concorrem entre si.
Em 2018, o cofundador da Iconiq Chad Boeding saiu do grupo para lançar uma concorrente. Quando essa empresa estreou, prometeu explicitamente não oferecer seus próprios fundos de venture capital ou private equity a clientes de gestão de patrimônio.
A Iconiq afirma gerir com rigor quaisquer conflitos. Apesar da sobreposição de interesses financeiros, Jacobson disse que as equipes de venture capital e de gestão de patrimônio da Iconiq operam com confidencialidade estrita.
“Se uma empresa do portfólio que concorre com a empresa de um cliente compartilha informações, essas informações nunca cruzam essa fronteira”, disse ele. “Já tivemos situações em que clientes queriam adquirir empresas do portfólio que não queríamos vender.”
A aposta na Anthropic
A viagem ao Oriente Médio no ano passado com executivos da Anthropic — uma de uma série de viagens internacionais que a empresa realizou — ocorreu em um momento crucial para a startup.
Amodei tinha sido cético em relação a trabalhar com países do Golfo, lamentando a possibilidade de enriquecer “ditadores”, mas acabou cedendo.
“Infelizmente, acho que ‘nenhuma pessoa má deveria jamais se beneficiar do nosso sucesso’ é um princípio bastante difícil de aplicar a um negócio”, escreveu ele em um memorando no verão passado, reconhecendo que a Anthropic precisava acessar fontes maiores de capital para atender às enormes necessidades de investimento da empresa. Por sorte, a Iconiq tem relacionamentos sólidos na região.
Anthropic e Iconiq recusaram comentar sobre a viagem. A startup não estava em processo ativo de captação à época, segundo pessoas com conhecimento do assunto, e as reuniões faziam parte de um esforço para construir relacionamentos na região, alguns dos quais já existiam.
A Anthropic não é a única empresa para a qual a Iconiq fez apresentações globais. Staniszewski, da ElevenLabs, também fez uma viagem semelhante pelo Oriente Médio, com encontros com uma mistura de clientes e investidores.
“Não estávamos em modo de captação, então a expectativa era muito clara de que viemos prioritariamente pelo lado comercial”, disse ele. “E que o financiamento poderia ser algo de interesse no médio prazo também.”
Em fevereiro, a Anthropic anunciou uma nova rodada de investimentos que efetivamente dobrou sua avaliação para US$ 380 bilhões — um negócio coliderado por vários investidores, incluindo a Iconiq e a MGX. A Qatar Investment Authority também participou da rodada.
A Iconiq apostou bilhões de dólares e boa parte de sua reputação em venture capital no sucesso da Anthropic. A maior parte dos US$ 5,2 bilhões em investimentos em IA da empresa até hoje foi para a startup. Makan também ingressou no conselho como observador, informou a Anthropic, tornando-se um ator central na empresa em rápido crescimento.
Ainda assim, para a Iconiq, há riscos em concentrar tanta energia e capital em uma única startup, especialmente em um setor tão volátil. No mês passado, a Anthropic foi classificada como risco de cadeia de suprimentos pelo Pentágono, resultado de uma explosiva disputa sobre salvaguardas de IA.
A startup chegou a dizer a um juiz que pode perder bilhões de dólares em receita neste ano por causa dessa designação. Como outras rivais de IA, a Anthropic também consome volumes imensos de caixa para desenvolver e aprimorar seus modelos.
A Iconiq se reuniu com a Anthropic pela primeira vez em 2023, mas não investiu na época, quando a empresa era relativamente pequena. Voltou à cena em 2025, liderando a rodada Series F da empresa a uma avaliação de US$ 183 bilhões.
Embora o negócio tenha chegado um pouco tarde e os riscos permaneçam, o investimento pode se revelar muito lucrativo para a empresa. A Iconiq detém menos de 2% da startup, segundo estimativas da Bloomberg.
Essa participação valeria cerca de US$ 7 bilhões pela avaliação atual da empresa, valor que pode subir substancialmente caso ela abra capital neste ano, gerando retornos expressivos para a Iconiq.
Neste mês, alguns investidores procuraram a Anthropic pedindo para aportar capital a uma avaliação de cerca de US$ 800 bilhões ou mais, o que a tornaria uma das startups mais valiosas do mundo.
Krishna Rao, diretor financeiro da Anthropic, disse que era importante para a empresa trabalhar com uma firma que tem uma rede global. Além de captar recursos no Oriente Médio, a Anthropic também recebeu capital da GIC e da Temasek, fundos soberanos de Singapura. “Os benefícios da IA não são específicos a um país ou região”, disse Rao. “Diversificamos bastante nossa base de investidores — e a Iconiq nos ajudou nisso.”
Rao acrescentou: “Eles são muito, muito focados em relacionamentos globais e internacionais, o que consideramos extremamente valioso.”
Há também outros benefícios menos tangíveis em manter um relacionamento próximo com a Anthropic. Max Junestrand — CEO da Legora, outra empresa do portfólio da Iconiq — disse que as conexões foram úteis para sua startup.
“O fato de serem grandes investidores na Anthropic, e de trabalharmos de perto com eles e com muitos outros laboratórios de IA também, foi fantástico”, disse Junestrand. “A Iconiq certamente nos ajudou a navegar por essa organização e a obter tratamento preferencial.”
A Iconiq tende a escolher poucos vencedores, em vez de apostar em uma variedade de empresas de um mesmo setor. Junestrand disse que essa estratégia foi importante para confiar que a empresa não investiria em um concorrente na área de IA jurídica. “É algo fundamental, e se não fosse assim, eu não estaria conversando com eles”, disse ele.
No entanto, a escala do crescimento da IA fez com que a empresa acabasse investindo em rivais. Além de apoiar a Anthropic, a Iconiq também tem uma participação na OpenAI. Investiu mais de US$ 150 milhões na empresa, por meio de aporte direto e de uma aposta anterior na startup Statsig, adquirida pela OpenAI.
Jacobson recusou comentar sobre as participações da empresa, mas disse sobre OpenAI e Anthropic: “Não acho que o sucesso de uma vem às custas da outra.”
Deixando de lado os temores do setor sobre uma bolha, Jacobson acredita que o crescimento da IA ainda é um bom investimento — e que as necessidades particulares das empresas de IA, aliadas ao pequeno número de pessoas capazes de atendê-las, jogam a favor dos pontos fortes da Iconiq.
“Se você é uma empresa de IA de grande escala, precisa chegar às reservas de capital mais profundas, aos chefes de Estado, aos maiores players”, disse Jacobson. “Um parceiro como a Iconiq pode facilitar essas conversas provavelmente melhor do que qualquer outra empresa no mundo.”
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