Este é o Breakfast - o seu primeiro gole de notícias. Uma seleção da Bloomberg Línea com os temas de destaque no mundo dos negócios e das finanças. Bom dia!
Em um ano desolador para as exportações da China, duas categorias se destacaram por seu rápido crescimento: carros e encomendas de baixo valor enviadas diretamente para os consumidores.
Os dois segmentos cresceram 29% e 69%, respectivamente, no ano passado, e representaram a expansão mais rápida entre os setores com exportações de pelo menos US$ 10 bilhões, segundo uma análise dos dados aduaneiros chineses feita pela Bloomberg News.
O ritmo explosivo, que contraria a tendência de queda nas exportações chinesas - que recuaram pela primeira vez em sete anos em 2023 -, ressalta como a pressão geopolítica e a desaceleração global moldaram a trajetória do que é mais demandado pelos vastos complexos de manufatura da China.
Um boom global na demanda por veículos elétricos e um bloqueio ocidental à Rússia provocaram um aumento nas exportações de carros fabricados na China. Ao mesmo tempo, consumidores mundo afora ávidos por produtos mais baratos impulsionam cadeias de e-commerce de baixo custo, alavancando empresas como Shein e Temu.
⇒ Leia mais: Como Shein, Temu e carros elétricos se tornaram um motor de exportações da China

No radar dos mercados
Um novo mês se inicia e as mesas de operações permanecem imersas na mesma interrogação: quando o Federal Reserve (Fed) iniciará o ciclo de cortes dos juros? No campo da política monetária, se espera que hoje o Banco da Inglaterra (BoE) mantenha sua taxa básica em um máximo de 16 anos. Uma enxurrada de resultados corporativos também move os mercados, com destaque para Apple, Amazon, Meta, Merck, Roche, Shell, Honeywell, Sanofi, entre outros.
🔬 Lenta retomada. A Roche prevê uma lenta recuperação das vendas e dos lucros este ano, à medida que se recupera de um difícil ano de 2023 e de uma série de reveses em pesquisa. As vendas e o lucro por ação, excluindo alguns itens, crescerão na faixa de um dígito médio em moedas constantes - abaixo das expectativas dos analistas, apesar de melhor do que a previsão da Roche de um ano atrás, disse hoje a farmacêutica.
💲 Golpe cambial. As ações da Adidas caíram acentuadamente (-9%) após a empresa alemã alertar que as flutuações cambiais agravarão o impacto da desaceleração no mercado de roupas esportivas. A Adidas já enfrentou um impacto cambial de um bilhão de euros, incluindo a desvalorização do peso argentino em 2023, e espera que esses fatores continuem afetando suas finanças.
✂️ Detalhando os cortes. O Deutsche Bank planeja cortar 3.500 postos de trabalho nos próximos anos para cumprir a promessa do CEO Christian Sewing de melhorar a lucratividade e dar mais retorno aos aos acionistas. As reduções, em sua maioria de funções administrativas, fazem parte da economia de custos que o banco alemão havia anunciado anteriormente.
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🔘 As bolsas ontem (31/01): Dow Jones Industrials (-0,82%), S&P 500 (-1,61%), Nasdaq Composite (-2,23%), Stoxx 600 (+0,01%), Ibovespa (+0,28%)
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Destaques da Bloomberg Línea:
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