Breakfast

Recorde e cautela na Faria Lima

Também no Breakfast: O avanço de Itaú e Bradesco em Miami | A disputa do herdeiro da Hermès contra sua própria fundação | Os próximos passos da Americanas com o plano de recuperação aprovado

Tempo de leitura: 3 minutos

Bloomberg Línea — Este é o Breakfast - o seu primeiro gole de notícias. Uma seleção da Bloomberg Línea com os temas de destaque no mundo dos negócios e das finanças. Bom dia e ótima leitura!

No fim da manhã de uma sexta-feira recente na região da Faria Lima, em São Paulo, o escritório da Kinea, uma das mais tradicionais gestoras do país, estava em grande parte vazio. Um evidente contraste para uma indústria que, em muitos momentos da pandemia, não abriu mão do trabalho presencial. Mas, ali, era a representação de um dos pilares que têm permitido à gestora diversificar a atuação e acelerar o crescimento nos últimos anos, disse o sócio e CEO, Marcio Verri, em entrevista à Bloomberg Línea.

A gestora que nasceu há 16 anos, formada por ex-executivos do BankBoston em sociedade com o Itaú, chegou ao fim de novembro com R$ 122 bilhões em ativos sob gestão, depois de ter iniciado o ano com R$ 75 bilhões. Um crescimento de quase R$ 50 bilhões em um ano em que a manutenção de juros na casa de dois dígitos continuou a castigar a indústria de fundos no país.

O resultado, segundo ele, tem sido fruto de fatores que miram a construção de um negócio centenário. Um deles é a atração e a retenção de talentos. “Os negócios são muito diferentes, com pessoas com perfis muito diferentes: qual vai ser a rotina, se vai ser presencial ou híbrido e de que forma, cada área decide, mas todas com o pensamento: ‘é importante a Kinea dar certo, mas é mais importante o meu negócio dar certo’.”

PUBLICIDADE

Leia mais: Kinea cresce perto de R$ 50 bi no ano e a receita é mirar o longo prazo, diz CEO

Marcio Verri, CEO da Kinea, uma das maiores e mais tradicionais gestoras do país (Foto: Divulgação)

No Radar

Os investidores estão entre embolsar os ganhos produzidos no recente rali das ações e seguir a toada de euforia com as apostas no corte de juros em 2024, apesar da campanha dos principais bancos centrais mundiais para esfriar expectativas. Grande parte da atenção se dirige às commodities, sobretudo ao petróleo, ante a perspectiva de mais interrupções no Mar Vermelho.

🔴 Risco de fornecimento... e de inflação. Os ataques no Mar Vermelho, vinculados à guerra entre Israel e Hamas, causarão atrasos nas remessas e aumentarão o preço das mercadorias, trazendo um novo risco de inflação para a economia. As empresas de transporte estão desviando cargas depois que militantes houthis apoiados pelo Irã atacaram navios comerciais.

PUBLICIDADE

🚢 Trocando em miúdos. As embarcações terão que navegar ao redor da África em vez de seguir a rota mais curta pelo Canal de Suez. Esse redirecionamento aumentará os custos de transporte e o tempo de entrega, já que esta é uma das rotas de navegação mais importantes do mundo, transportando cerca de 14% do comércio marítimo global.

🔒 Manobra estratégica. Em um movimento surpreendentemente agressivo, o governo espanhol planeja desembolsar até US$ 2,2 bilhões por 10% da Telefónica, que no Brasil é dona da Vivo. Trata-se de uma tentativa de salvaguardar um dos ativos mais estratégicos do país, à medida que a Arábia Saudita aumenta sua posição na empresa de telecomunicações.

Mais sobre os eventos que movem os mercados hoje

Os mercados esta manhã
🔘 As bolsas ontem (19/12): Dow Jones Industrials (+0,68%), S&P 500 (+0,59%), Nasdaq Composite (+0,66%), Stoxx 600 (+0,36%), Ibovespa (+0,59%)

LEIA + Siga a trilha dos mercados para conhecer as variáveis que orientaram os investidores →

🗓️ AGENDA: Os eventos e indicadores de destaque hoje e na semana →

Destaques da Bloomberg Línea:

Apesar de rali, gestores da América Latina mantêm planos de alocação em ações

S&P eleva rating de crédito do Brasil e cita impacto da reforma tributária

Americanas: credores aprovam plano de recuperação e bancos terão até 48%

E mais na versão e-mail do Breakfast:

• Também é importante: Itaú e Bradesco crescem com migração de fortunas da América Latina para Miami | M&As devem ter o menor volume em 10 anos e pressionam bancos de investimento

• Opinião Bloomberg: Por que a mudança de discurso de Powell é uma aposta com grandes riscos

• Para não ficar de fora: Herdeiro da Hermès enfrenta sua própria fundação filantrópica por herança

⇒ Essa foi uma amostra do Breakfast, a newsletter matinal da Bloomberg Línea com as notícias de destaque no Brasil e no mundo.

Para receber a íntegra da newsletter na sua caixa de email, registre-se gratuitamente no nosso site.

Por hoje é só. Bom dia!

Obrigado por ler nossa newsletter matinal.

Equipe Breakfast: Michelly Teixeira (Editor/Newsletter Coordinator), Filipe Serrano (Editor, Brazil), Mariana d’Ávila (Assistant Editor, Brazil), Victor Sena (Assistant Editor, Brazil)