Breakfast

A promessa que não se concretizou no mundo dos IPOs

Também no Breakfast: O Ministro da Economia que triunfou nas urnas mesmo com 138% de inflação | Agricultores da Flórida desistem de laranjas com boom imobiliário | Rotatividade de CEOs em 2023 é a maior em 20 anos

Tempo de leitura: 3 minutos

Bloomberg Línea — Este é o Breakfast - o seu primeiro gole de notícias. Uma seleção da Bloomberg Línea com os temas de destaque no mundo dos negócios e das finanças. Bom dia e ótima leitura!

Justo quando parecia que Wall Street veria uma retomada na captação de recursos no mercado acionário, os ânimos de banqueiros e emissores em potencial esfriaram.

Guerra no Oriente Médio, aumento dos juros de títulos do Tesouro americano e um mercado volátil para novas ofertas de ações tornaram o ambiente mais nebuloso e tendem a reduzir ainda mais o fluxo de negócios no mercado de capitais, já deprimido para quase nada neste trimestre, aumentando a volatilidade e diminuindo a tolerância ao risco dos investidores.

Uma série de ofertas iniciais de ações (IPOs na sigla em inglês) pouco impressionantes só agravou o ceticismo em Wall Street à medida que o mercado caminha para o segundo ano com um baixo número de novas emissões. Dados compilados pela Bloomberg mostram que apenas US$ 47,6 bilhões foram arrecadados em ofertas iniciais de ações em bolsas dos EUA desde o início do ano passado - menos do que o total dos últimos dois meses de 2021.

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Leia mais: Retomada de IPOs esfria após guerra, volatilidade e alta dos juros de títulos dos EUA

Pedestres em frente à Bolsa de Nova York

No Radar

A liberação de dois reféns norte-americanos pelo Hamás e a ajuda a Gaza pela fronteira do Egito reduzem a estresse dos mercados, mas o cenário ainda é de incerteza. A perspectiva de que Israel adie a invasão terrestre do território palestino atenua a tensão, embora os ataques aéreos na faixa tenham aumentado e ainda haja riscos de que o conflito se expanda na região.

📆 Powell, BCE e balanços. Os mercados buscam nesta semana novas pistas sobre o rumo dos juros nos Estados Unidos, especialmente no discurso do presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, e nos dados de atividade e inflação no país. A decisão de política monetária do Banco Central Europeu (BCE) também é ponto de atenção na agenda, assim como a escolha de um novo presidente da Câmara nos EUA e os balanços de grandes empresas de tecnologia como Microsoft, Alphabet, Meta e Amazon.

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🧧 Pressão regulatória. As autoridades chinesas empreenderam uma investigação na Foxconn, o parceiro mais importante da Apple, e uma série de detenções em vários setores. Além de auditorias fiscais na Foxconn, um executivo e dois ex-funcionários da WPP, uma das maiores empresas de publicidade do mundo, foram presos na China, segundo a Bloomberg.

🎢 Volatilidade persistente. As fortes oscilações no mercado de bônus norte-americano devem continuar, tendo em vista a resiliência da economia dos EUA, os sinais contraditórios do Fed e a tensão geopolítica, além do aumento da oferta de dívida. Na semana passada, a taxa dos títulos de 10 anos oscilou num intervalo de quase 40 pontos base.

💊 Aquisição de peso. A Roche desembolsará US$7,1 bilhões para adquirir a Telavant e reforçar sua atuação em medicamentos experimentais. Com a aquisição, a farmacêutica suíça ganhará direitos nos EUA e no Japão para desenvolver e comercializar o RVT-3101, um promissor tratamento de doenças inflamatórias intestinais que já está em testes clínicos.

Os mercados esta manhã

Estes são os eventos que movem os mercados hoje

🟢 As bolsas na sexta-feira (20/10): Dow Jones Industrials (-0,86%), S&P 500 (-1,26%), Nasdaq Composite (-1,53%), Stoxx 600 (-1,36%), Ibovespa (-0,74%)

Os temores de que a guerra entre Israel e o Hamas se espalhe pelo Oriente Médio afetou os negócios no último pregão da semana e a volatilidade dominou os mercados acionário e de petróleo, levando os investidores a evitar ativos de risco.

Saiba mais sobre o vaivém dos Mercados e se inscreva no After Hours, a newsletter vespertina da Bloomberg Línea com o resumo do fechamento dos mercados

Agenda

Esta é a agenda prevista para hoje:

Feriado: Hong Kong

EUA: Índice de Atividade Nacional-Fed Chicago/Set

Europa: Zona do Euro (Confiança do Consumidor/Out)

Ásia: Japão (PMI Industrial e de Serviços/Out)

América Latina: Brasil (Boletim Focus); México (Atividade Econômica/Ago)

Bancos centrais: Relatório Mensal-Bundesbank

🗓️ Os eventos de destaque na semana →

Destaques da Bloomberg Línea:

Temor com efeito Ozempic nas ações de consumo ‘foi longe demais’, diz banco

Na Flórida, agricultores desistem de cultivo de laranja com boom imobiliário

Novos concorrentes estimulam a ousadia, diz chefe de design de Porsche e Volkswagen

E mais na versão e-mail do Breakfast:

• Também é importante: Sergio Massa, o Ministro da Economia argentino que triunfou mesmo com 138% de inflação | GetNinjas: os próximos passos da disputa do fundador com a gestora Reag | Bancos centrais buscam novas lições após aumento de juros e inflação persistente

• Opinião Bloomberg: Por que os governos mantêm os subsídios para os combustíveis fósseis

• Para não ficar de fora: Rotatividade de CEOs sobe 50% em 2023 e chega ao maior número em 20 anos

⇒ Essa foi uma amostra do Breakfast, a newsletter matinal da Bloomberg Línea com as notícias de destaque no Brasil e no mundo.

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