Bloomberg — O petróleo tipo Brent, que serve de referência para a Petrobras (PETR3; PETR4), afunda nesta quinta-feira (22) depois que o tom mais agressivo do banco central americano minou a confiança do mercado.
O barril do petróleo de referência global teve queda de até 3,8% em Londres, negociado a US$ 74,19, depois de fechar no maior patamar em quatro semanas na quarta-feira (21). Já o tipo West Texas Intermediate (WTI) caía até 4,5% em Nova York, para US$ 69,27.
O presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, alertou que mais aumentos de juros provavelmente serão necessários para conter a inflação.
Os comentários duros do chefe do BC americano foram seguidos pela decisão do Banco da Inglaterra de elevar sua taxa básica mais do que o esperado. A Noruega também subiu juros.
Do ponto de vista técnico, o Brent não conseguiu se manter acima da média móvel de 50 dias, um nível-chave para a sustentação de uma alta, que foi ultrapassado na quarta-feira pela primeira vez desde o final de abril.
O petróleo, na maioria das sessões desde o início de maio, tem operado dentro de uma faixa restrita. Por um lado, a cotação sofre a pressão de juros altos e suprimentos robustos. Por outro, a Opep+ limita a produção para tentar sustentar os preços.
O mercado agora está fortemente focado nas perspectivas para o segundo semestre, que podem ficar apertadas do lado da oferta mesmo com o crescimento vacilante na China, de acordo com o Agência Internacional de Energia.
Na bolsa brasileira, as ações da Petrobras caíam 2,55% (ON) e 2,35% às 14h20 (horário de Brasília), pressionadas pela baixa da commodity. Papéis de outras petroleiras também tinham forte queda, caso de 3R Petroleum (RRRP3), com baixa de 4,3%.
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