Mercado na Ásia abre em alta à espera de corte de juros na China

Índices futuros no Japão, na Austrália e em Hong Kong avançavam no pré-mercado desta quinta; altas nos EUA também devem impactar bolsas da região

País deve cortar juros de médio prazo para estimular a demanda na economia
Por Richard Henderson
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Bloomberg — As ações na Ásia devem começar o pregão logo mais com ganhos, depois que os índices nos EUA subiram um pouco na esteira da decisão do Federal Reserve de interromper as altas nas taxas de juros. Ainda assim, o presidente da instituição, Jerome Powell, alertou que novos aumentos permanecem na mesa.

Os índices futuros no Japão, na Austrália e em Hong Kong avançavam no pré-mercado desta quinta-feira (15), e os contratos referentes aos EUA subiam moderadamente no início do pregão.

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Na Ásia, os investidores estarão focados no potencial afrouxamento da política monetária na China e nos dados de varejo e da indústria de maio, que devem mostrar uma desaceleração ainda maior na recuperação do país.

As previsões de consenso preveem um corte de 10 pontos-base na taxa de juros de médio prazo do país nesta quinta, como parte de esforços para estimular a demanda doméstica e imobiliária.

Os dados do Produto Interno Bruto da Nova Zelândia para o primeiro trimestre devem mostrar que o país entrou em uma recessão antes do que o banco central do país previa, depois de uma série fortes apertos na política monetária.

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Dólar enfraquecido

No pregão desta quarta-feira (14), o dólar caiu frente aos seus pares ao patamar mínimo em um mês, enquanto o dólar australiano estava entre as moedas com maiores altas. Os rendimentos das Treasuries de dois anos, que são mais sensíveis a movimentos iminentes do Fed, subiram dois pontos básicos para 4,69%.

Nos Estados Unidos, a alta dos índices de ações foi de 0,09% no S&P 500, fechando no nível mais alto desde abril do ano passado. O Nasdaq 100 subiu 0,69%, elevando seu ganho desde o início do ano para 37%.

Jerome Powell disse em seu discurso que quase todos os membros do Fed esperam que seja adequado aumentar as taxas de juros “um pouco mais” em 2023 para reduzir a inflação. “Nem uma única pessoa no comitê prevê um corte de juros em 2023 nem acho que seja apropriado”, observou, sugerindo que um corte levaria alguns anos.

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Os operadores de títulos reduziram as apostas de que o Fed reduzirá as taxas de juros neste ano, com contratos de swap precificados para uma taxa máxima de 5,3% em setembro.

“Nenhuma alta de juros neste mês não significa necessariamente que o Fed terminou de aumentar as taxas neste ciclo”, disse Jason Pride, diretor de investimentos e patrimônio privado da Glenmede. “É mais provável que a decisão de hoje seja um ‘pulo’ antes de outro aumento de juros na reunião de julho do que uma pausa prolongada na jornada de alta dos juros.”

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