Vale e moedas impulsionam retomada de emergentes em trimestre volátil

Índice MSCI Emerging Markets avança pela segunda semana e caminha para alta trimestral de 3,6%, após ganho de 9,2% no último trimestre de 2022

ações subiram em linha com o maior salto semanal do minério de ferro desde 13 de janeiro
Por Srinivasan Sivabalan
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Bloomberg — Ativos de mercados emergentes encerram a semana em clima de otimismo e devem registrar ganhos trimestrais consecutivos pela primeira vez em pelo menos um ano.

Investidores se apoiam em expectativas de crescimento mais rápido e medidas agressivas de controle da inflação de países em desenvolvimento, o que compensa a preocupação com o setor bancário dos Estados Unidos.

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O índice de referência MSCI Emerging Markets avança pela segunda semana seguida e caminha para uma alta trimestral de 3,6%, após ganho de 9,2% no último trimestre de 2022.

A última vez que o índice subiu por dois trimestres consecutivos foi em junho de 2021.

Ações chinesas, lideradas pelo Alibaba Group, responderam por 25% dos ganhos do indicador, em meio aos planos da gigante de comércio eletrônico de se dividir em seis novas empresas.

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Outras companhias com grande peso no resultado foram a Vale (VALE3), cujas ações subiram em linha com o maior salto semanal do minério de ferro desde 13 de janeiro, e a indiana Reliance Industries, vista como a maior beneficiária dos planos de transição verde da Índia.

Projeções apontam expansão de 4,2% para economias emergentes este ano, mais que o quíntuplo que países desenvolvidos, cujo crescimento é estimado em 0,8%, segundo economistas consultados pela Bloomberg.

Sua projeção é de que essa liderança continue no futuro previsível, com o crescimento do PIB pelo menos 2,4 pontos percentuais mais rápido em nações mais pobres nos próximos dois anos.

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Do cedi, de Gana, ao rand, da África do Sul, moedas dos mercados emergentes também se recuperaram com aumentos dos juros maiores do que o esperado por seus bancos centrais, que reiteraram a determinação de controlar a inflação.

O real, o peso do Chile e a moeda da Colômbia deram retorno de mais de 2,5% apenas nesta semana, com traders atraídos pela arbitragem de juros, ou “carry trade”, apoiada por taxas de dois dígitos. Isso ajudou o índice MSCI EM Currency a registrar a terceira valorização semanal, o período mais longo desde 13 de janeiro.

“Muitos bancos centrais de mercados emergentes começaram o ciclo de aumentos mais cedo do que os mercados desenvolvidos e tiveram sucesso em reduzir a inflação”, disse Marija Veitmane, estrategista sênior de ativos múltiplos da State Street Global Markets.

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Ela acrescentou que a classe de ativos foi “principalmente poupada de preocupações com a crise bancária” ao mesmo tempo em que é “percebida como um pouco mais segura”.

Títulos soberanos em dólar ampliaram os ganhos pela segunda semana, e a dívida em moeda local subiu pela terceira semana. A redução das apostas em alta dos juros pelo Federal Reserve e novas esperanças de um corte da taxa básica americana no fim deste ano trouxeram de volta os fluxos para ativos de maior risco.

O rendimento extra que investidores exigem para possuir títulos soberanos em dólar de mercados emergentes, em vez dos Treasuries, encolheu em 24 pontos-base, a maior queda semanal desde outubro.

Outro indicador de risco de crédito, acompanhando os swaps de default de crédito, recuou 18 pontos-base, no maior declínio desde novembro.

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