Mercados sustentam ganhos com temor menor sobre bancos e juros nos EUA

Apetite por risco retorna enquanto os investidores avaliam hoje novos dados de seguro-desemprego e de atividade nos EUA, além do deflator PCE, amanhã

Estes são os eventos que orientam os investidores hoje
Por Bianca Ribeiro
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Barcelona, Espanha — Os mercados ampliam a percepção de que o recente estresse bancário não deve ir além e que o ciclo de aperto monetário do Federal Reserve (Fed) já estaria na reta final. Mesmo com a melhora do sentimento de risco, as mensagens de membros do banco central e os números de atividade e inflação continuam em foco na reta final deste primeiro trimestre.

→ Leia também o Breakfast, a newsletter matinal da Bloomberg Línea: O dia D do arcabouço fiscal

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Os futuros de índices dos Estados Unidos e as bolsas europeias subiam. Na Ásia, o sinal positivo também prevaleceu, embora o índice japonês Nikkei tenha encerrado com pequena desvalorização.

No mercado de dívida, o prêmio do título norte-americano para 10 anos subiam para 3,578% às 6h13 (horário de Brasília). O dólar se depreciava ante outras divisas, enquanto libra e euro se valorizavam. A agenda de hoje trará ao mercado o volume semanal de pedidos de seguro-desemprego e os números mais recentes do PIB do quarto trimestre nos Estados Unidos.

Nos demais mercados, os contratos de petróleo WTI subiam, assim como o bitcoin, enquanto a cotação do ouro mostrava volatilidade com pequenas variações.

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→ O que move os mercados hoje

Mais um? Questionado em uma reunião com legisladores sobre quanto mais poderia subir os juros nos EUA, o presidente do Fed, Jerome Powell, citou as projeções mais recentes de membros do banco central que apontavam para mais um aumento. “Eles reconheceram que antecipam mais um aumento das taxas este ano”, disse o republicano Kevin Hern a repórteres.

📉 Inflação em baixa. A inflação espanhola caiu praticamente pela metade, para 3,1% em março, ante uma taxa de 6% em fevereiro, com ajuda da queda dos preços de energia. Ainda assim, o núcleo da inflação ficou em 7,5%, ajudando a justificar a continuidade da política de aperto monetário pelo Banco Central Europeu (BCE).

💰 Conta pesada. Os maiores bancos dos EUA podem ter que arcar com uma fatia maior do que o normal da conta resultante das recentes falências bancárias, calculadas em quase US$ 23 bilhões, segundo pessoas consultadas pela Bloomberg. O Federal Deposit Insurance Corp (FDIC) já disse que planeja propor em maio uma avaliação especial para sustentar o fundo de seguro de depósitos de US$ 128 bilhões.

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🎮 Games na TV. A Netflix planeja levar seu serviço de videogame a aparelhos de televisão pela primeira vez. Um código oculto dentro da aplicação da Netflix indica que este plano está em andamento - e que telefones celulares poderão ser utilizados como controladores dos jogos.

🎯 AI na mira. O Centro de Inteligência Artificial e Política Digital, um grupo de ética tecnológica liderado por Marc Rotenberg, registrará um pedido junto à Comissão Federal de Comércio (FTC) dos EUA, pedindo uma pausa no uso comercial de tecnologias de inteligência artificial que alimenta a popular ferramenta ChatGPT da OpenAI, até que seja garantida a proteção de “consumidores, empresas e o mercado comercial”.

🧥 Reduzindo estoques. Apesar do aumento de custos, a H&M surpreendeu o mercado com lucro de US$ 70 milhões no trimestre encerrado em fevereiro, ante expectativa de prejuízo para o período. A varejista sueca de vestuário conseguiu reduzir os estoques e o balanço foi beneficiado por ganho contábil com a plataforma de roupas de segunda mão Sellpy.

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👥 Responsabilidade. O conselho do Credit Suisse retirou um pedido padrão para os acionistas liberarem seus membros e a administração da responsabilidade pelos resultados financeiros de 2022. O credor suíço deve realizar sua última reunião anual de acionistas em 4 de abril.

🆓 Menos controle. Após anunciar a reformulação da empresa, o presidente-executivo do Alibaba, Daniel Zhang, disse hoje que a companhia consideraria desistir gradualmente do controle de alguns de seus principais negócios.

🏮 Apelo por endividados. Em visita à China, a chefe do Fundo Monetário Internacional, Kristalina Georgieva, fez um apelo por processos mais rápidos e eficientes para reestruturar dívidas de países vulneráveis, muitos deles devedores do gigante asiático.

Os mercados esta manhã

🟢 As bolsas ontem (29/03): Dow Jones Industrials (+1,00%), S&P 500 (+1,42%), Nasdaq Composite (+1,79%), Stoxx 600 (+1,30%), Ibovespa (+0,60%)

As bolsas norte-americanas recuperaram o ânimo após a recente turbulência do setor bancário, com ganhos amparados por ações do setor financeiro e de tecnologia.

Saiba mais sobre o vaivém dos Mercados e se inscreva no After Hours, a newsletter vespertina da Bloomberg Línea com o resumo do fechamento dos mercados.

Na agenda

Esta é a agenda prevista para hoje:

• EUA: Pedidos Iniciais de Seguro Desemprego, Núcleo de Preços PCE/4T22, Lucros Corporativos/4T22, PIB/4T22

• Europa: Zona do Euro (Clima de Negócios e Confiança do Consumidor/Mar); Alemanha (IPC/Mar); Espanha (IPC/Mar, Vendas no Varejo/Fev, Confiança Empresarial); Itália (IPP/Fev); Portugal (Confiança Empresarial/Mar, Confiança do Consumidor/Mar)

• Ásia: China (PMI Industrial e Composto); Japão (Taxa de Desemprego/Fev, Produção Industrial/Fev, Vendas no Varejo/Fev)

• América Latina: México (Taxa de Desemprego, Balanço Fiscal/Fev); Brasil (IGP-M, Produção Industrial/Jan)

• Bancos centrais: Relatório Mensal do BCE, Decisão de Política Monetária do Banco do México, Discursos de Susan Collins e Thomas Barkin (Fed)

🗓️ Os eventos de destaque na semana →

(Com informações da Bloomberg News)

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Bianca Ribeiro

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