Bloomberg — O primeiro Range Rover elétrico da Jaguar Land Rover Automotive vai custar a partir de £ 154.070 (US$ 208.420), preço que vai testar o apetite dos compradores ricos por um utilitário esportivo movido a bateria.
Os pedidos já estão abertos para um dos SUVs elétricos mais caros do mercado, quase £ 50.000 acima da versão padrão com motor a combustão. O Range Rover Electric percorre 372 milhas (599 quilômetros) com uma única carga em condições de teste e vai de 10% a 80% de carga em 22 minutos.
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O novo modelo vai medir o mercado de alto padrão para um veículo elétrico de grande porte em meio à demanda irregular por carros a bateria, inclusive entre as montadoras de luxo. Tem preço parecido com o do Mercedes G 580 elétrico e não muito distante de modelos ultraluxuosos a combustão, como o Bentayga, da Bentley Motors.
“Achamos que o preço é competitivo e que ele posiciona a Range Rover de forma eficaz no mercado americano”, disse o diretor de operações, Nigel Blenkinsop, em entrevista à Bloomberg TV.
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A companhia pretende produzir entre 12.000 e 15.000 unidades nos próximos cinco a seis meses, acrescentou o executivo. No ano passado, vendeu perto de 200.000 veículos Range Rover.
O elétrico vai partir de US$ 138.000 nos Estados Unidos na versão de entrada.

A autonomia não é a melhor da categoria entre os SUVs elétricos. O iX3, da BMW, por exemplo, percorre até 500 milhas (805 quilômetros) com uma única carga em condições de teste.
O preço alto o afasta ainda mais dos SUVs mais baratos que vêm da China e estão conquistando o Reino Unido. O Jaecoo 7, da Chery Automobile, virou rapidamente um dos modelos mais populares da Grã-Bretanha e ganhou o apelido de “Range Rover da Temu”, por ser uma versão de desconto do carro britânico.
A JLR, controlada pela indiana Tata Motors Passenger Vehicles, vai conseguir amortecer oscilações de demanda porque a versão elétrica é feita nas mesmas linhas de produção da fábrica de Solihull, em West Midlands, de onde saem os Range Rover a combustão e híbridos.
Isso é um alento para a indústria britânica num momento de incerteza no setor automotivo depois do Brexit e com custos ainda altos. Os planos da BMW de transferir a produção do Mini elétrico da China para Oxford estão no ar.
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Cerca de 9.000 trabalhadores da fábrica de Solihull foram treinados para a era elétrica, informou a JLR, além de outros 1.500 na região de West Midlands. O Electric Propulsion Manufacturing Centre (centro de fabricação de propulsão elétrica) da companhia, na vizinha Wolverhampton, produz os pacotes de baterias e as unidades de tração elétrica.
Depois do ciberataque
Tirar o modelo da fábrica será um alívio para a JLR depois que a maior montadora da Grã-Bretanha sofreu, no ano passado, um ciberataque devastador que paralisou suas fábricas por semanas. A empresa também teve de lidar com tarifas mais altas nos Estados Unidos e com a queda da demanda na China.
Sob o comando do novo CEO, P B Balaji, a JLR dá ênfase ainda maior aos Estados Unidos, seu maior mercado. Como parte desse movimento, a fabricante planeja criar versões híbridas do Range Rover e do Defender sem tomada. O Defender, um SUV robusto relançado em 2019, é feito na Eslováquia.
O novo Range Rover Electric chega a 60 milhas por hora (97 km/h) em até 4,3 segundos e acelera de 50 mph a 75 mph (80 km/h a 120 km/h) em até 2,7 segundos.
Não é a única estreia planejada pela JLR para este ano. A companhia também está ressuscitando a marca Jaguar com uma linha totalmente elétrica, cujo primeiro carro será apresentado ainda neste ano. O teaser inicial em vídeo foi criticado, inclusive pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pelo uso de modelos sem expressão e pela ausência de carros.
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